Dia Mundial do Rock: conheça 7 bandas de rock da Amazônia

O rock feito na Amazônia é plural: vai do protesto pesado ao som clássico de garagem, mostrando que a floresta e suas metrópoles têm muita portência para entregar ao mundo.
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O Dia Mundial do Rock, celebrado neste 13 de julho, é o momento perfeito para olhar além do circuito tradicional e reconhecer a força do gênero em todas as regiões do país. Na Amazônia, o rock ganha contornos únicos, misturando o peso das guitarras com a intensidade, a ancestralidade e a vivência urbana da maior floresta tropical do mundo.

Longe de ser uma cena isolada, a região norte pulsa com festivais independentes e bandas que peitam as distâncias geográficas com lançamentos potentes. Para comemorar a data, separamos 7 bandas de rock da Amazônia que você precisa colocar na sua playlist agora mesmo:

1. Banda Tudo Pelos Ares (Amazonas)

Um dos nomes mais autênticos da cena amazonense, a Tudo Pelos Ares (TPA) é uma das bandas mais consolidadas da cena de hard rock e rock autoral de Manaus. Com quase três décadas de estrada, o grupo ganhou destaque nacional ao vencer a seletiva amazonense e se tornar a primeira banda do estado a tocar no Rock in Rio, em 2017.

 

 

2. Molho Negro (Pará)

Criada em 2012, em Belém do Pará, a Molho Negro surgiu em meio a uma cena musical marcada por ritmos como o brega, o tecnobrega e o carimbó. Segundo João Lemos, o nascimento da banda foi um processo natural, já que capital paraense é uma cidade intensa e diversa, onde diferentes estilos convivem.

A Molho Negro é um dos nomes mais consolidados do rock independente nacional. Com um som que bebe direto do garage rock, pós-punk e grunge, o trio é conhecido pelo instrumental direto, riffs sujos e letras ácidas, cheias de ironia sobre o cotidiano e a própria indústria da música. Se você busca aquele espírito bruto e energético das bandas de garagem, o som deles é parada obrigatória.

 

3. Versalle (Rondônia)

A Versalle é uma banda de indie rock e rock alternativo formada em 2009 na cidade de Porto Velho, Rondônia. O grupo ganhou projeção nacional em 2015 ao conquistar o 3º lugar na segunda temporada do programa SuperStar, da TV Globo, o que lhes rendeu um contrato com a gravadora Som Livre e uma indicação ao Grammy Latino.

O quarteto, conhecido por sucessos como “Versos Livres” e “Sem Hesitar”, foi um marco para a cena musical da região amazônica. Ao longo da carreira, eles deixaram Rondônia para consolidar suas trajetórias nas principais capitais do circuito de rock brasileiro, mas continuam sendo uma das referências culturais mais lembradas do estado.

4.   Banda Garden (Roraima)

Prestes a completar 30 anos de estrada, a Banda Garden – formada por Siddhartha Brasil (voz), Rodrigo Baraúna (Guitarra), Neto Baraúna (Baixo) e Nekinhu Amaro (Bateria) é uma das mais atuantes no cenário do rock roraimense.

5. Ocean Gate (Amapá)

A Ocean Gate é uma banda de rock alternativo formada em Macapá, em 2023. Com influências que atravessam décadas — de The Beatles ao britpop de Oasis, passando pelo indie cru e energético de The Strokes — o grupo constrói um som que mistura melodia, atitude e emoção. Desde sua criação, a banda vem se destacando no cenário cultural amapaense, com apresentações marcantes em eventos e festivais, como o Cinerock do Liberdade ao Rock (24/02/2024), o Festival Woodstock em Santana, idealizado pelo coletivo Fita K7 (02/03/2025), o 16º Aniversário do Liberdade ao Rock (14/12/2024) e o Verão Literário 2024, dentro da programação oficial do Macapá Verão (11/07/2024). A formação atual conta com Filipe Camelo (vocal), Marco Antônio (guitarra), Gabriel (guitarra), Dênys (contrabaixo) e Luke (bateria). Em seus shows, a Ocean Gate entrega uma performance intensa, unindo composições autorais a releituras criativas de clássicos, conectando-se com o público através de energia, identidade e autenticidade. Com uma proposta que mescla a atmosfera nostálgica do rock britânico a uma pegada moderna, a banda busca expandir seu alcance, representando o rock alternativo do Amapá em eventos e festivais pelo Brasil.

6. Banda Dkukas (Acre)

Há quase 11 anos na estrada, a banda Dkukas, criada em Rio Branco, no Acre, em 2015, tem se consagrado como uma das promessas do cenário alternativo da música brasileira ao misturar rock alternativo, indie rock e MPB. O grupo composto pelos artistas Maelson Cardoso, Jorge Potalej, Lara Kell e Ellô Moura possui cerca de 9 mil ouvintes mensais na plataforma Spotify e são autores dos sucessos “Velho Ditado”, “Até o Fim” e “Dama”.

Em 2025, a banda gravou o álbum “Fique Online”, que abriu caminhos para o contato com um dos nomes mais influentes no cenário internacional, o produtor Gordon Raphael, conhecido com a banda estadunidense The Strokes.

7. Centavos (Tocantins)

Diretamente de Araguaína, a cerca de 376 quilômetros de Palmas , a Centavos é uma das grandes referências do rock tocantinense. A banda se destaca na cena nortista por sua identidade fincada no stoner rock, combinando riffs pesados e psicodélicos a letras autorais e originais que garantem uma atmosfera única ao som do grupo.

 

 

O rock feito na Amazônia é plural: vai do protesto pesado ao som clássico de garagem, mostrando que a floresta e suas metrópoles têm muita portência para entregar ao mundo.

Qual dessas bandas vai entrar na sua playlist hoje?

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