Em Santarém, no oeste do Pará, uma área antes degradada hoje abriga mudas de açaí, cumaru, andiroba, itaúba e dezenas de outras espécies nativas da Amazônia.
O Viveiro Florestal Ardosa foi criado pelo biólogo Sidcley Matos Pereira e pela veterinária Adna Picanço, que decidiram transformar a restauração ecológica em um projeto de vida, trabalho e futuro para a família.
A iniciativa nasceu também de uma percepção importante: muitos animais silvestres resgatados vinham de áreas degradadas. Não bastava apenas tratar e devolver esses animais à natureza. Era preciso recuperar o ambiente para que a fauna tivesse alimento, abrigo e condições de sobreviver.

Hoje, o viveiro cultiva mais de 110 espécies nativas e se tornou referência regional em restauração ecológica. Apenas no primeiro semestre de 2026, a produção deve chegar a 200 mil ou 250 mil mudas, mais que o dobro da média anterior.
O trabalho atende produtores que precisam recompor áreas degradadas, mas com um cuidado essencial: evitar reflorestamentos homogêneos, feitos com poucas espécies. A restauração ecológica de verdade precisa considerar diversidade, fauna, solo, água, sombreamento, crescimento das espécies e funções ecológicas.

A origem das sementes também é rastreada, envolvendo coletores, associações, laboratórios, pesquisadores e universidades. Essa cadeia mostra que restaurar florestas também pode gerar renda e fortalecer a bioeconomia local.
Em um país que ainda perde milhares de hectares de vegetação nativa, iniciativas como essa mostram um caminho possível: plantar floresta, recuperar ecossistemas e criar oportunidades econômicas com a Amazônia em pé.
Fonte: Agência Brasil.