A arte produzida na Amazônia volta a ganhar projeção nacional. O bailarino e artista amapaense Pablo Sena apresenta, nesta sexta-feira (7) e sábado (8), o espetáculo “Negro Pássaro” no Rio de Janeiro, levando ao público uma obra que dialoga com a resistência da população negra, a ancestralidade afro-amazônica e a valorização das identidades culturais do Norte do país.
A apresentação integra a programação comemorativa dos 40 anos do Centro de Teatro do Oprimido (CTO), instituição criada a partir da metodologia desenvolvida pelo dramaturgo Augusto Boal e reconhecida por utilizar a arte como instrumento de reflexão e transformação social.
Inspirado na figura do urubu, o espetáculo propõe uma leitura poética sobre exclusão, pertencimento e resistência. Em cena, a dança se mistura a elementos da cultura amazônica para construir uma narrativa que convida o público a refletir sobre desigualdades sociais, identidade negra e memória ancestral.
A participação de Pablo Sena também reforça a presença da produção artística amapaense em espaços de circulação nacional. Ao levar referências da Amazônia para um dos principais centros culturais do país, o bailarino amplia a visibilidade de narrativas construídas a partir das vivências e tradições da região.
Mais do que uma apresentação, “Negro Pássaro” representa um encontro entre arte e ancestralidade, mostrando como a dança pode preservar memórias, provocar reflexões e fortalecer a representatividade da cultura afro-amazônica dentro e fora da região Norte.