Amazônia Incrível viu: ‘Mortal Kombat 2’ aposta no simples e supera expectativas

Sequência divertida e sangrenta já está nos cinemas. Nosso colunista Kaelyson Moares viu e conta o que você precisa saber sobre o filme.
Redação Amazônia Incrível
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*Colaboração  de Kaelyson Moraes – colunista de cinema do Amazônia Incrível

Adaptações cinematográficas de jogos são famosas por não agradar nem a crítica, nem os fãs, nem o grande público. Isso acontece por muitos fatores, seja a “falta de fidelidade”, seja o elenco ou seja uma trama fraca – um de cada, ou todos de uma vez. No entanto, nos últimos anos lançamentos como Sonic e Super Mario têm desafiado a infâmia deste subgênero.

É neste contexto que “Mortal Kombat 2” chega aos cinemas, 5 anos depois do primeiro lançado em 2021 (disponível no HBO Max). O filme anterior ganhou certa atenção na estreia, mesmo no meio da pandemia, mas não chegou a se tornar um sucesso de bilheteria ou crítica. Entretanto, o clima em torno da sequência já é outro.

Na trama do novo filme, Shao Khan (Martyn Ford) quer ganhar o domínio do plano terreno por meio do torneio de luta que dá nome ao longa. O decadente ator Johnny Cage (Karl Urban) é escolhido para se juntar aos combatentes que lutam para não deixar que o terrível Shao Khan alcance seu objetivo.

Muitos fãs da franquia (e alguns intrometidos como eu) criticaram a escalação de Karl Urban para interpretar Johnny Cage, mas felizmente ele prova que foi a escolha certa para o papel. Apesar de geralmente Cage ser representado como um ator de ação desinibido no auge de sua forma física, neste longa temos o quase oposto disso. Embora busque parecer confiante, no fundo Cage pensa que sua hora já passou e o que resta para ele são seus óculos escuros e suas frases de efeito.

A história é simples e o filme segue um ritmo muito parecido com o videogame em sua montagem (história, luta, história, luta, história…), o que pode ser encarado como um problema para muitos, mas pra mim é uma vantagem. Particularmente, sempre conto como um ponto a mais quando adaptações cinematográficas não abandonam as mecânicas e estruturas do jogo. Afinal, por que fazer um filme de um jogo e não brincar com as possibilidades cinematográficas que os jogos mesmo já dispõem?

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O enredo e os personagens são muito simples e pouco originais, usando clichês para levar a história adiante. São personagens que querem vingança pelo pai, personagens cômicos que salvam o dia com seu potencial latente bem na hora do aperto e mais exemplos batidos como esses. A maior parte do elenco é pouco aproveitada ou mal administrada. Jax, Sonya e Cole Young não conseguem ser mais do que entediantes.

Em uma franquia famosa por seus fatalitys cheios de sangue, as lutas sempre serão o ponto de maior atenção. Neste filme, elas têm altos e baixos. Algumas são bem compostas e coreografadas, mas outras são lentas e – acredite se quiser – chatas. Mesmo assim, o filme consegue engajar o espectador o suficiente para que se importe quando um dos guerreiros do plano terreno sangra em combate.

No geral, “Mortal Kombat 2” é um bom filme para aproveitar sem compromissos. Se você, assim como eu, não tiver grandes expectativas, provavelmente vai se surpreender com o quão divertido pode ser. Toasty!

Onde assistir: cinemas

Mortal Kombat (2021) disponível no HBO Max

 

**Estudante de jornalismo, apaixonado por cinema, editor-chefe da página Raízes Culturais, nerd viciado em Doctor Who.

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