Opinião
O silêncio que profana
Curioso como ninguém estranha o sino da igreja tocando ao amanhecer, o culto transmitido em caixas de som ou as procissões ocupando ruas inteiras. E nem deveria. A fé, quando vivida com liberdade, é um direito sagrado.
Manara e Sarana – Memória das Águas do Rio Negro
O universo mítico e as crenças desse povo foram, em sua maior parte, reduzidos a cinzas, fragmentos ou a registros distorcidos pela ótica do colonizador.
Herdeiras de Medusa: uma metáfora sobre violência, silenciamento e resistência feminina
Casos de violência contra mulheres não são novidade e, infelizmente, estou bem familiarizada com eles.
MARAMUNHÃ: O Eco do Apagamento e a Reinvenção do Mito
Ao iniciar as pesquisas para o roteiro, no entanto, esbarrei em uma barreira trágica. O profundo apagamento cultural e físico que os Manaus sofreram ao longo dos séculos de colonização não deixou registros intactos de suas narrativas ancestrais.
Toy Story 5 atualiza a franquia para um mundo onde a atenção virou disputa
O diretor Andrew Stanton e a roteirista McKenna Harris conseguem fazer com que o espectador compre rapidamente os conflitos apresentados sem que a narrativa pareça uma simples repetição das aventuras anteriores.
O calor como força narrativa: quando o clima molda destinos na literatura amazônica
Mais do que cenário, o clima me parecia uma condição material da existência, algo que organiza o trabalho, forja o cansaço, altera os humores e penetra nos vínculos humanos.
A literatura que confronta o leitor
A escrita de Monique Malcher transforma dor e sofrimento em poesia, ilustra que o ato de crescer pobre no Brasil é algo pago com a própria infância.
As manhãs são para quem as acha lindas
É incrível como nosso ser passa a perceber tudo em volta com o peso dos anos acumulando-se em nossas costas.
Apu Ollantay: a visão Inca sobre os povos da Amazônia
Embora a Amazônia não seja citada explicitamente no texto, a obra estabelece conexões geográficas e ecológicas diretas com o universo florestal por meio da constante referência ao Anti-suyu, a província oriental governada pelo protagonista.
Vivemos entre cansaços e viagens imaginárias – um pouco de ficção sempre cai bem!
Sou encantada com esse livro, a capa é linda, tem ele sorrindo, de braços dados a amigos, bonita cena! Gosto de pensar que poderíamos ter sido amigos. É para isso que servem os poetas, afinal, tornam-se testemunhas da sua vida, da sua dor, da sua indignação…como no “Poema em linha reta”: