Espetáculo de Parintins, ‘Saga Cabocla’ emociona público em temporada no Nordeste

Companhia Mônica Seffair realizou apresentações neste mês em Juazeiro do Norte.
Redação Amazônia Incrível
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O sonho de uma menina do interior de Parintins ganhou o Nordeste. A bailarina e mestra da cultura Mônica Seffair apresentou, nas terras do cangaço e Padre Cícero, a peça teatral intitulada “Saga Cabocla”, um espetáculo que mistura dança, música e interpretação para mostrar a luta de uma mulher nortista.

O grupo, composto por sete parintinenses, se apresentou na sexta-feira (3) no Teatro Patativa do Assaré (Sesc/Juazeiro) e sábado (4) no Instituto Arte e Dança do Cariri (IADC), em Juazeiro do Norte, Ceará. As apresentações fazem parte do projeto “Conexão Cabocla: Da Ilha da Magia à Terra do Cariri”, com apoio do Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Conselho Estadual de Cultura e Governo Federal.

“Saga Cabocla” conta de forma poética, musical e performática a história de uma mulher amazônica que saiu do interior para construir sua vida na capital através da dança. Tarrafas, malhadeiras, bacias, cestos, saias de carimbós, pinturas corporais, músicas e danças constroem um cenário artístico que envolveu e plateia.

O diretor de cenografia, Wilton Oliveira, não só construiu o cenário como também atuou como pescador, revivendo a memória do pai.

“O projeto foi pensado com carinho pra trazer a nossa essência, a nossa cultura pra cá. Foi uma emoção muito grande. Foi a primeira vez minha no elenco participando direto no palco. Pra mim é uma honra muito grande. Me senti como se fosse meu pai Benedito, que foi pescador. Graças a Deus deu tudo certo”, conta.

Público

Formada em Teatro, a cearense Lauane Miranda assistiu a peça e ficou impressionada com o ambiente criado pelo espetáculo e a performance das bailarinas parintinenses que utilizaram uma malhadeira para dançar.

“Eu nunca tive contato com a cultura nortista de perto e ver isso no espetáculo ‘Saga Cabocla’ foi muito emocionante para mim, porque eu pude ver em materialidade tudo aquilo que eu imaginava ou que eu tinha a TV e séries como referências. Foi emocionante para mim sem contar que os elementos do próprio espetáculo, essa rede central é maravilhosa e as danças. Eu gostei muito”, disse Lauane.

Com 15 anos, a jovem dançarina da Companhia de Dança Mônica Seffair, Ana Sophia Muniz, saiu do Amazonas pela primeira vez e ficou feliz em poder mostrar a arte e a cultura do seu povo.

“Foi uma emoção muito grande conhecer outra cultura, conhecer o Reisado. Foi muito emocionante poder trazer aqui a cultura da minha terra”, afirma.

A programação contou ainda com a exibição do curta metragem “Sonho de uma cabocla”, filme criado pela proponente Mônica Seffair. O grupo também promoveu oficinas de Boi-Bumbá e participou de intercâmbio cultural com o Reisado Arcanjo Gabriel.

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