‘Boiúna’, da paraense Adriana de Faria, concorre ao prêmio Grande Otelo de melhor curta

A indicação consolida a força das narrativas regionais e coloca a produção nortista no centro dos holofotes da maior premiação do audiovisual do país, realizada pela Academia Brasileira de Cinema.
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O cinema feito na Amazônia celebra mais uma importante conquista no cenário nacional. O curta-metragem “Boiúna”, dirigido pela cineasta paraense Adriana de Faria, que já venceu prêmios  em 2025, foi anunciado como um dos finalistas ao prestigiado Prêmio Grande Otelo (antigo Grande Prêmio do Cinema Brasileiro), concorrendo na categoria de Melhor Curta-Metragem.

A indicação consolida a força das narrativas regionais e coloca a produção nortista no centro dos holofotes da maior premiação do audiovisual do país, realizada pela Academia Brasileira de Cinema.

Nas redes sociais a cineasta escreveu: “Essa edição comemora os 25 anos da premiação concedida pela Academia Brasileira de Cinema, um reconhecimento ao trabalho artístico da produção cinematográfica nacional. E nosso curta feito inteiramente por pessoas do Norte e Nordeste estará lá!”.

Foto: Divulgação

O curta paraense ‘Boiúna’, recebeu três prêmios no 53º Festival de Cinema de Gramado, realizado em agosto de 2025. A produção levou para o Pará os Kikitos de Ouro – nome dado à estatueta da premiação – de melhor fotografia, melhor atriz e melhor direção.

Além disso, o curta também venceu a 7ª edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte em setembro de 2025.

Mitologia e Identidade Amazônica

“Boiúna” mergulha no imaginário e nas lendas da região, trazendo uma abordagem que une a tradição oral e a força estética do cinema contemporâneo. A obra desenvolve as narrativas indígenas sobre a presença de cobras grandes na Amazônia, que são entidades protetoras da floresta.

O curta foi gravado nas cidades de Benevides e Benfica e na Ilha do Combu, que ficam na Região Metropolitana de Belém.

Foto: Divulgação

Boiúna reflete a maturidade do audiovisual do Norte, que tem conquistado espaço ao contar suas próprias histórias a partir de uma perspectiva interna, autêntica e profundamente conectada com as raízes locais.

A escolha de Adriana de Faria para compor a lista de finalistas reforça a relevância de vozes femininas e amazônidas na direção cinematográfica, abrindo caminhos para que mais realizadores da região acessem os grandes circuitos de premiação e distribuição.

Grande Otelo

Considerado o “Oscar do Cinema Brasileiro”, o Prêmio Grande Otelo reconhece anualmente a excelência técnica e artística nas telas nacionais. A indicação de “Boiúna” representa não apenas um reconhecimento ao talento de Adriana de Faria e de toda a sua equipe técnica e artística, mas também um marco para o fortalecimento das políticas de descentralização e incentivo à cultura na região Norte.

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A expectativa agora gira em torno da cerimônia oficial de premiação, onde o curta paraense levará a força dos rios, dos mistérios e da identidade da Amazônia para o palco principal do cinema nacional.

“Agradecemos imensamente a toda equipe e elenco que fazem parte dessa obra! Norte no topo”, finalizou Adriana.

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