Livro ‘Ninguém me habita’, do amazonense Bruno d’Affonseca é mergulho profundo na vivência ribeirinha

A obra é uma novela de atmosfera densa e silenciosa, ambientada às margens do rio Andirá, no interior da Amazônia.
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O imponente Palácio Rio Negro, no Centro de Manaus, será o cenário para o lançamento do livro “Ninguém me habita”, do autor Bruno d’Affonseca, no próximo dia 11 de junho, quinta-feira, às 19h. A obra propõe uma imersão sensível e realista no coração de uma comunidade ribeirinha amazônica, costurando reflexões universais a partir da vivência local.

Muito além de uma descrição geográfica, “Ninguém me habita” transporta o leitor para dentro da rotina, dos silêncios e das águas do interior. Conduzido por uma narrativa envolvente, o livro levanta discussões profundas sobre moralidade, fé, amor, identidade e as encruzilhadas e escolhas que acabam por determinar o destino humano.

Para além do cenário amazônico, o enredo toca em feridas e belezas humanas universais, fazendo com que o leitor se questione sobre o que realmente o habita e move.

O evento de lançamento é gratuito, aberto ao público geral e representa uma excelente oportunidade para valorizar a produção literária regional e prestigiar os novos caminhos da escrita produzida no Amazonas.

“É um convite para olhar para dentro e para o outro, sentindo o pulsar de uma comunidade que, embora distante dos grandes centros urbanos, vive dilemas tão humanos quanto os de qualquer metrópole”, destaca a sinopse da obra.

O encontro contará com a presença do autor para sessão de autógrafos, bate-papo com o público e recepção de amigos, leitores, jornalistas e entusiastas da cultura local.

Sinopse

Ninguém me habita é uma novela de atmosfera densa e silenciosa, ambientada às margens do rio Andirá, no interior da Amazônia. Gustavo, um jovem de São Paulo, chega à pequena comunidade de Freguesia para cumprir uma missão religiosa que nunca foi exatamente sua escolha. Carregando conflitos familiares, fé vacilante e um sentimento constante de deslocamento, ele encontra um lugar onde o tempo corre em outro ritmo — e onde o silêncio parece dizer mais do que as palavras.

É nesse espaço suspenso que surge Tereza, uma jovem marcada por ausências, sobrevivência e um modo particular de habitar o mundo. O encontro entre os dois tensiona crença e desejo, pertencimento e fuga, revelando fissuras íntimas que ambos tentam esconder. Com uma escrita contida, sensorial e profundamente humana, Ninguém me habita constrói um retrato delicado da solidão, do amadurecimento e das forças invisíveis que nos movem — uma história sobre o que nos forma e sobre aquilo que insiste em permanecer vazio dentro de nós.

Sobre o autor

Bruno d’Affonseca é natural de Barreirinha, município no interior do estado do Amazonas. Formado em Direito e filosofia. Reside em Manaus, teve contos selecionados e publicados em 2025 pela Editora Selo Off Flip de Literatura nas antologias Terra e Prêmio Off Flip 2025, além de integrar a coletânea Entre Crimes e Mistérios (Editora Palavra Ferida).

Além disso, seu poema O homem perdido recebeu menção honrosa (com publicação) no 1º Prêmio de Poesia Jovem Thiago de Melo. Foi semifinalista nas categorias Crônica e Conto da 5ª Edição do Prêmio Pena de Ouro, promovido pela Casa Brasileira de Livros.

Em 2025, foi um dos seis autores selecionados, por ampla concorrência no estado do Amazonas, pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), categoria Literatura, com o projeto Ninguém me habita. Aficionado por filosofia, psicologia e pelas nuances da condição humana, cultiva uma escrita de observação e rigor, atenta à memória, ao pertencimento e à transformação. Vê na literatura uma passagem — como quem encontra, no remanso do rio, a direção do que sente — e se faz ouvir aos poucos, quando o dito vira memória partilhada.

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