Toda pelada é um poema
Há metáfora em um drible que ninguém esperava. Há rima na sequência de passes que encontra o companheiro sem que uma palavra seja dita.7
Yubá – O Lugar Onde o Futuro Floresce
Entre uma conversa e outra, entre um gole e outro, fui tomado por uma sensação difícil de explicar: a de estar dentro de um conto de fadas amazônico.
Toda rachadura conta uma história
Olhando depressa para uma parede de casa, notei uma rachadura e vi apenas um defeito. Um corte torto atravessando a tinta, uma marca inconveniente que o calor abriu devagar, em silêncio, enquanto ninguém percebia.
O silêncio que profana
Curioso como ninguém estranha o sino da igreja tocando ao amanhecer, o culto transmitido em caixas de som ou as procissões ocupando ruas inteiras. E nem deveria. A fé, quando vivida com liberdade, é um direito sagrado.
Não Joga Pedra na Geni! – por Luciano Amorim
A mesma sociedade que consome essas existências na sombra continua apontando o dedo sob a luz do dia com a arrogância moral de quem acredita possuir o direito de decidir quais vidas merecem respeito.
Latinamente Independente – por Luciano Amorim
Há tempos o carnaval vem sendo domesticado para caber em transmissões patrocinadas por bancos que jamais financiariam os corpos que sustentam a festa.
Corpos em Liquidação – por Luciano Amorim
Há um momento, ninguém avisa quando, em que você deixa de ser o corpo desejado e passa a ser o corpo lembrado. Antes, era convite. Depois... vira arquivo.
Entre o mito e o concreto
Ser amazônida no século XXI é aprender, desde cedo, a existir em duas camadas: a que se vive e a que inventam sobre você.