Da Amazônia ao Japão: livro conta a história da batata-doce entre culturas

Obra reúne memórias, ciência e saberes tradicionais do povo Baniwa e de comunidades japonesas de Hokkaido
Redação Amazônia Incrível
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Um alimento presente no cotidiano de milhões de pessoas se tornou ponto de encontro entre duas culturas distantes. O livro “Batata-doce: raízes que salvam vidas. Histórias da Amazônia à Hokkaido” reúne relatos do povo Baniwa, do Alto Rio Negro, no Amazonas, e de comunidades da ilha japonesa de Hokkaido para contar a trajetória da batata-doce pelo mundo.

Publicada pela Editora Inpa, a obra foi escrita por Carina Silva Valencia-Baniwa e Kyoko Asano e está disponível em quatro idiomas: português, Baniwa, japonês e inglês. O lançamento acontece no dia 2 de outubro, às 9h30, no Centro de Convivência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus. O evento também será transmitido pelo YouTube da Editora Inpa.

Entre memórias e saberes

A partir das experiências das autoras, o livro mostra como a batata-doce ganhou importância na alimentação e na história de diferentes povos. A obra também resgata a origem do tubérculo nas Américas Central e do Sul e acompanha sua chegada a outras partes do mundo, incluindo o Japão.

Para Carina, a produção do livro também representou uma oportunidade de reencontro com suas próprias raízes e com a cultura Baniwa.

Já para Kyoko, conhecer as histórias relacionadas ao alimento aproximou sua relação com a Amazônia e criou uma conexão inesperada entre as duas culturas.

Além das memórias afetivas, o livro apresenta informações científicas e saberes tradicionais. A batata-doce, inclusive, já foi utilizada em pesquisas relacionadas ao cultivo de alimentos no espaço.

Amazônia Chibata

A publicação é o segundo volume da série “Amazônia Chibata”, criada para aproximar conhecimentos científicos e saberes ancestrais sobre a sociobiodiversidade amazônica.

A série busca apresentar a Amazônia a partir de diferentes perspectivas e ampliar o acesso ao conhecimento dentro e fora da região. Por isso, as obras são publicadas em diferentes idiomas.

O livro também conta com contribuições de pesquisadores e artistas, incluindo prefácio de Eli Minev-Benzecry, posfácio de Estêvão Ciavatta Pantoja e Regina Casé, além de uma apreciação do arqueólogo Eduardo Góes Neves.

O exemplar físico está disponível na Livraria Inpa, localizada no prédio 97 do Campus I. A versão digital pode ser acessada gratuitamente pelo repositório do Instituto.

Uma história que mostra como um alimento simples pode atravessar fronteiras, conectar culturas e revelar diferentes formas de relação com a terra e com a memória.

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