O artista plástico paraense radicado em Manaus vai exibir cinco obras inéditas de uma de suas séries mais reconhecidas no Espaço Contemporâneo, de 21 a 29 de junho, celebrando a identidade amazônica e o compromisso com a preservação ambiental
A exuberância da Floresta Amazônica, com suas resinas, seivas e infinitos tons de verde, somada à diversidade e beleza dos rios, estará presente em forma de arte no maior festival folclórico do mundo. O artista plástico Jandr Reis vai expor cinco telas inéditas em grandes formatos da sua aclamada série “Orquidário Amazônico” na Casa Parintins, no Espaço Contemporâneo, de 21 a 29 de junho. A mostra marca o retorno dessa série, desta vez inserida na Ilha Tupinabarana no período em que se celebra o melhor da produção criativa e cultural amazônica, o Festival Folclórico de Parintins.
Arte que nasce da floresta
Com mais de 30 anos de carreira, Jandr Reis construiu sua trajetória com obras inspiradas em temáticas profundamente enraizadas na Amazônia. Natural de Óbidos, no Pará, e radicado em Manaus desde os anos 1980, o artista desenvolveu uma linguagem própria que traduz instintivamente para a tela toda a exuberância, diversidade e complexidade do bioma amazônico. Mais do que representar a floresta, suas pinturas buscam transmitir para quem as contempla as texturas que formam o tecido vivo da maior floresta tropical do planeta.
Na série “Orquidário Amazônico”, a técnica de acrílica sobre tela, com predominância de cores terrosas e nuances primaveris, é a forma pela qual Jandr expressa esse universo. “Minha arte tem os milhões de tons de verde, engajamento e o compromisso de preservar e conscientizar o homem na Amazônia”, resume o artista, em uma declaração que sintetiza tanto sua visão estética quanto seu posicionamento ético diante da conservação ambiental.

O Orquidário Amazônico: uma série com trajetória internacional
O “Orquidário Amazônico” é hoje uma das produções mais populares e reconhecidas de Jandr Reis, com um circuito de mostras que ultrapassa as fronteiras do Amazonas e do Brasil. A série teve sua primeira versão apresentada em 2002, no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (ICBEU), em Manaus, iniciando um ciclo de exposições que levaria essa celebração da Amazônia ao mundo.
Em 2016, as telas do Orquidário cruzaram o Atlântico e foram exibidas no Consulado-Geral do Brasil em Genebra, na Suíça, apresentando a biodiversidade amazônica a um público internacional. No ano seguinte, em 2017, a série integrou a programação do V Festival Internacional do Brasil em Gmünd, cidade das artes na Áustria, ocasião em que Jandr se tornou o único artista radicado no Amazonas presente no evento. A série também passou pelo Glocal Experience Rio, consolidando sua presença nos principais circuitos culturais do país e do mundo.
Agora, em 2026, o “Orquidário Amazônico” chega à Ilha Tupinambarana em nova versão :cinco telas inéditas em grandes formatos criadas para dialogar com o ambiente festivo e identitário de Parintins. A escala ampliada das obras potencializa o efeito imersivo que caracteriza a série, convidando o visitante a se perder nos detalhes da pintura que Jandr captura com maestria. “Acredito que o Festival Folclórico de Parintins seja o local e momento ideal para trazer o “Orquidário Amazônico” novamente. Principalmente por apresentar ao público telas inéditas”, afirma. .
Arte, Amazônia e sustentabilidade: um diálogo necessário

A participação de Jandr Reis na Casa Parintins ganha um significado especial, já que o espaço se propõe a ser uma verdadeira celebração da identidade amazônica, apresentando aos visitantes a riqueza cultural e o talento de quem transforma tradição, sustentabilidade e inovação em peças únicas.
“Penso que as telas não são apenas representações estéticas da floresta, mas manifestos visuais em defesa de tudo isso, traduzindo em arte a urgência da preservação. Esse conceito de consciência ecológica posiciona o Orquidário Amazônico como uma obra genuinamente alinhada ao espírito da bioeconomia e da valorização da identidade regional. E essa é a proposta da Casa Parintins”, analisa o artista.
Quem é Jandr Reis

Nascido em Óbidos (PA), em 1968, Jandr Reis é um dos maiores nomes das artes visuais contemporâneas do Norte do Brasil. Radicado em Manaus desde 1980, é formado em Comunicação Digital, Design e Multimídia pela Universidade Paulista (UNIP) e pós-graduado em Museologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Ao longo de sua trajetória, aprimorou sua técnica em cursos no Rio de Janeiro, no MAM, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e na Funarte, além de se especializar em curadoria, concepção e ação educativa em exposições. É artista mapeado pelo Projeto Rumos Visuais Itaú Cultural (1999/2000 e 2001/2002) e atualmente atua na curadoria de galerias e centros culturais ligados à Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas (SEC).
Entre suas principais exposições estão as participações no Painel Sebrae da Arte Brasileira Contemporânea (1994) e no Arte em Selo (ECT/Brasília, 1997). Participou de mostras coletivas nacionais e internacionais, com destaque para o V Festival Cultural do Brasil em Gmünd, na Áustria (2017); o #SouManaus Passo a Paço com a exposição “Jaraquiart” (2024); e a mostra “Picassianas Divas de Itamaracá” que aconteceu no Mercado de Origem da Amazônia (2025). O “Orquidário Amazônico” é sua série mais reconhecida internacionalmente, já exibida na Suíça, na Áustria e em importantes espaços culturais brasileiros.
Sobre a Casa Parintins
Apontada como um dos grandes destaques da temporada na ilha, a Casa Parintins ganha ainda mais força com a presença do Sebrae Amazonas. A instituição assina uma vitrine especial que reunirá o melhor do artesanato, design, biojoias, acessórios e produtos criativos desenvolvidos por empreendedores da região. O espaço será uma vitrine viva da identidade regional, apresentando aos visitantes o talento de quem transforma tradição e sustentabilidade em peças únicas mais um atrativo que promete fazer da Casa Parintins um dos endereços mais disputados do festival.