Preservação da memória: Fundação Cultural do Pará promove oficina de restauro de jornais

Fundação Cultural do Pará promove oficina de restauro de jornais históricos com aulas teóricas e práticas.
Redação Amazônia Incrível
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Atividade possui 10 vagas e está dividida em dois módulos, com aulas teóricas e práticas.

A Fundação Cultural do Pará (FCP) iniciou nesta segunda-feira (22), em Belém, uma oficina voltada à conservação e restauração de jornais históricos. A atividade oferece 10 vagas e está dividida em dois módulos, com aulas práticas e teóricas sobre técnicas especializadas de preservação de periódicos.

No primeiro módulo, que segue até sexta-feira (26), os participantes trabalham com a organização e higienização do acervo, em especial periódicos e materiais jornalísticos. As aulas acontecem das 8h às 12h, na sala de restauro da sede da FCP, localizada na avenida Gentil Bittencourt, bairro de Nazaré.

O segundo módulo será realizado entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro e terá como foco a confecção de caixas de acondicionamento, que irão armazenar os jornais já organizados e higienizados.

Para o instrutor Marcos Lima, responsável pela oficina, o objetivo é capacitar os alunos em todas as etapas do processo de preservação.

“Os alunos vão aprender a higienizar, recuperar e guardar os jornais de forma adequada. A oficina mostra como executar o serviço completo de conservação e restauro, destacando a importância desse cuidado com os periódicos”, explicou.

Entre os participantes está Sarah Nazik, estudante do 6º semestre de Museologia na Universidade Federal do Pará (UFPA). Ela ressaltou a oportunidade de aprendizado prático com o material:

“No curso estudamos conservação preventiva, mas não restauração. Aqui pude ter contato direto com jornais, algo novo para mim. O professor foi atencioso, explicou de forma detalhada e tivemos espaço para praticar. Também conhecemos o acervo da FCP, o que foi muito enriquecedor”, destacou.

Segundo a organizadora da atividade, Simone Moreira, o número restrito de vagas se deve ao espaço físico e às características do material.

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“O jornal é um suporte grande, que ocupa bastante espaço. Para garantir segurança e conforto, priorizamos turmas reduzidas”, afirmou.

Ela também reforçou a importância da oficina para a preservação do acervo da FCP:

“Esse material é raro e precisa ser higienizado e oxigenado pelo menos duas vezes por ano. Como a Fundação não dispõe de equipe suficiente para realizar sozinha esse trabalho, as oficinas permitem que os alunos aprendam e, ao mesmo tempo, nos ajudem a conservar esse patrimônio.”

Durante a formação, serão trabalhados jornais como “A Província” e “O Liberal”, com edições das décadas de 1980 e 1990. O acervo da Fundação, no entanto, é muito mais amplo: o periódico mais antigo sob guarda é “O Paraense”, de 1822, preservado em bom estado graças às ações contínuas de conservação preventiva.

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