‘Amapá em cores’: o grafite e a identidade amazônica nas obras de Nazareno Senn

O grande destaque visual das intervenções urbanas fica por conta de artistas locais, como o grafiteiro, tatuador e artista visual Nazareno Senn, que transforma espaços públicos em verdadeiras galerias a céu aberto exaltando a identidade amazônica.
Redação Amazônia Incrível
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As ruas e passarelas de Macapá ganharam novas cores e significados por meio do projeto Amapá em Campo, iniciativa que une esporte, cultura e preservação socioambiental. O grande destaque visual das intervenções urbanas fica por conta de artistas locais, como o grafiteiro, tatuador e artista visual Nazareno Senn, que transforma espaços públicos em verdadeiras galerias a céu aberto exaltando a identidade amazônica.

Da infância à consagração no grafite

Natural de Breves (PA), Nazareno mudou-se para o Amapá aos 14 anos. Hoje, aos 44, considera-se amapaense de coração. Sua paixão pelo desenho e pela pintura começou na infância e ganhou força acadêmica em 2016, quando ingressou no curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

Embora já acumulasse anos de experiência na tatuagem, sua transição para o grafite aconteceu há cerca de dois anos, após o convite de um amigo para experimentar a pintura com spray.

“O grafite permite trabalhar conceitos, cores e mensagens de uma forma muito livre”, destaca o artista.

Arte urbana com a identidade do Norte

Convidado por Matheus Aquino, coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica, Nazareno uniu forças com o artista Rogério Nobre para assinar a identidade visual das intervenções. O desafio aceito pela dupla foi fundir a paixão pelo futebol com a rica bagagem cultural do Amapá.

As pinturas espalhadas pelas comunidades de Macapá trazem símbolos marcantes da região, tais como:

O Monumento Marco Zero do Equador
O pirarucu (gigante das águas amazônicas)
A caixa do marabaixo
Tocadores e dançarinos tradicionais da cultura local

Desafios amazônicos e o carinho da comunidade

Colorir passarelas e vias públicas de grande circulação exigiu estratégia. A equipe precisou planejar a execução das obras em etapas para não interromper o fluxo diário dos moradores, além de lidar com as oscilações climáticas típicas da região, como o calor intenso e as chuvas repentinas.

O esforço compensou. O retorno da população tem sido a maior recompensa para o artista, gerando um forte sentimento de pertencimento.

Próximos passos

Após revitalizarem a Ponte do Apertadinho, no bairro Fazendinha, Nazareno e sua equipe seguem avançando para novos pontos de Macapá, transformando o cenário urbano em locais mais acolhedores, vivos e orgulhosamente conectados às suas raízes.

*Com informações do G1 Amapá.

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