O documentário “Etelvina – A Ressignificação da Tragédia” emocionou dezenas de pessoas durante exibição realizada no cemitério São João Batista, na zona Centro-Sul da cidade, na noite desta sexta-feira, 15 de maio. A sessão reuniu fiéis, curiosos e admiradores da história conhecida popularmente em torno da “Santa Etelvina”.
A produção, contemplada pelo edital de audiovisual da Lei Paulo Gustavo, por meio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), com recursos do Governo Federal, mistura memória, fé popular e reflexão sobre a violência contra a mulher. O documentário revisita a história de Etelvina de Alencar, assassinada em 1901 e transformada, ao longo do tempo, em símbolo de devoção popular na capital amazonense.
O gerente do cemitério São João Batista, Gilmar Farias, destacou a importância da realização do evento no espaço histórico.
Produzido ao longo de dois anos, o documentário reúne relatos de pessoas que frequentam o túmulo de Etelvina e afirmam ter alcançado graças atribuídas à jovem. As gravações ocorreram durante os Dias de Finados de 2024 e 2025, quando mais de 60 pessoas foram entrevistadas pela equipe de produção dentro do cemitério.

O filme também resgata detalhes do crime ocorrido em 1901, quando Etelvina de Alencar foi assassinada pelo ex-namorado. O caso terminou ainda com a morte de outras quatro pessoas e marcou a história de Manaus. O diretor do documentário, Cleinaldo Marinho, explicou que a proposta da obra vai além do aspecto religioso.
Além do resgate histórico, o documentário busca estimular reflexões sobre violência contra a mulher, memória coletiva e a força da fé popular na capital amazonense.