Exposição fotográfica do paraense Alexandre Baena registra tradições esportivas dos povos do Xingu

Senado Federal recebe Exposição ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’
Redação Amazônia Incrível
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A exposição fotográfica será inaugurada no dia 14 de abril, às 14h, no espaço expositivo, Senado Galeria – anexo 1, do Senado Federal do Brasil, apresentando obras sobre o I Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Xingu, realizado no município de Altamira, sudoeste do Estado do Pará. A exposição fica até o dia 24 de abril, em exibição no Senado Galeria, anexo 1, no Senado Federal.

O novo trabalho itinerante do fotógrafo, cineasta e documentarista paraense, Alexandre Baena, ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’, que também assina a curadoria, nos revela o universo peculiar e ancestral dos povos indígenas do Xingu através dos jogos esportivos, apresentações culturais e dos rituais de uma linhagem milenar.

Foto: Alexandre Baena/Reprodução Instagram

A escolha do nome “Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral”, é um projeto inédito que vai além das fronteiras territoriais do Estado, divulgando Altamira, e levando as imagens de um evento que cria um elo entre cultura, esporte e turismo.

“O projeto foi idealizado em parceria com o Senador Jader Barbalho, um grande incentivador da cultura, do turismo, da economia criativa, de projetos estruturais elevando a riqueza paraense como Patrimônio Cultural do Brasil. É uma grande honra receber essa missão em levar para as cinco regiões do país a força e a beleza dos Jogos Indígenas do Xingu, através de minhas telas”, enfatiza o artista.

A mostra tem o objetivo reforçar a identidade dos povos que participam, salvaguardando a tradição apresentada, divulgando o evento esportivo e fazendo o referenciamento geográfico para o turismo na região. Os jogos indígenas do Xingu são uma parte importante da cultura do Estado do Pará e são realizados durante festivais e celebrações tradicionais, promovendo a integração social, a cooperação e a competitividade saudável entre as comunidades indígenas, exercendo um papel fundamental para as crianças, jovens, adultos e idosos, independente do gênero.

“Foi uma jornada incrível de conexão com as apresentações culturais e com as disputas carregadas de energia e, principalmente, identidade da raiz do povo brasileiro, a maioria das atividades foram noturnas, e o trabalho técnico para realçar a luminosidade que destaca minhas telas foi um desafio interessante o contraste entre a baixa velocidade de captura da imagem e a energia que ditava uma dinâmica frenética na frente de minhas lentes, produzindo verdadeiras pinturas, que são documentos impressionantes do que foi vivido na arena montada em Altamira, nas margens do Xingu e que contou com a participação de mais de 900 atletas de 14 etnias”, enfatiza Baena.

Foto: Alexandre Baena/Reprodução Instagram

As modalidades destacaram a força física, as habilidade individuais e coletivas pautadas pela cultura ancestral. Os representantes de cada etnia participaram de provas de arco e flecha, arremesso de lança, corrida de bastão, cabo de força, tiro ao alvo e corrida livre de 100 metros, nas categorias masculino e feminino, além da canoagem, futebol e natação. A Região do Médio Xingu no Pará que tem como centro a cidade de Altamira, território este de latente força ancestral que reuniu durante quatro dias na arena da orla do cais, de 17 a 20 de julho de 2025, às margens do rio Xingu as etnias: Arara, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Xikrin do Trincheira Bacajá, Kayapó do Kararaô, Parakanã, Araweté e Juruna, e como povos convidados os Gavião Kyikatejê, Krimei Xikrin (do Rio Cateté) e Kayapó Mebêngôkre (da Terra Indígena Kayapó), em uma potente ritualística ancestral para celebrar a vida dos povos indígenas do Brasil reunindo sua arte, sua música, seus esportes, seus saberes e fazeres, tradições seculares.

O artista

Foto: Reprodução Instagram

Em 2026, os projetos de itinerância do fotógrafo Alexandre Baena, completam 41 exposições ao redor do Brasil.

“Já levamos a Marujada de Bragança, o Festribal de Juruti, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, o Sairé de Santarém, pelas cinco regiões brasileiras, a exposição ‘Juruti – Festival das Tribos’, foi apresentada na Green Zone, como parte das atividades culturais da 30ª Conferência das Partes, reunião anual das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que aconteceu em Belém do Pará de 10 a 21 de novembro de 2025, a Cop30, com as agremiações Munduruku e Muirapinima.”, ressaltou o fotógrafo.

Agora, ele está na estrada novamente, com os Jogos Indígenas do Xingu, e com a continuidade em circuito nacional da exposição do Sairé, em espaços tão especiais, é algo maior que o reconhecimento de uma trajetória profissional e artística, pois ainda há muito o que fazer, mas como sempre ele afirma, as pontes que criaram, os abraços que trocaram e a cultura que levaram na linha de frente de cada itinerância é o que mais abre portas para essa jornada incrível.

“A acolhida sempre é com um sorriso, muitas vezes com lágrimas de emoção na descoberta de particularidades tão fortes de um Brasil continental e que é gigante e que merece ser redescoberto, com uma narrativa própria e em espaços de valorização da arte e da nossa cultura! Poder viver isso é incrível e meus aplausos vão para todos que são retratados em minhas telas, pois sem essa energia, a imagem não existiria”, arremata Alexandre Baena.

A exposição “Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral”, iniciou sua itinerância em Curitiba no Paraná (Museu de Arte Indígena – MAI), agora chegando a Brasília-DF (no Senado Federal), na sequência seguindo para São Paulo (Biblioteca Mário de Andrade), Pernambuco (Centro Cultural Cais do Sertão), Amazonas (Centro Cultural dos Povos da Amazônia), Belém do Pará (Galeria Fidanza – Museu de Arte Sacra), com finalização no município de Altamira.

A exposição tem o patrocínio da Prefeitura de Altamira, Governo do Estado do Pará, através do Banpará, Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Secretaria de Estado de Turismo (Setur), apoio da Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa), mandato do Senador Jader Fontenelle Barbalho, com realização MAB Comunicação.

*Com informações da assessoria de imprensa

Carregar Comentários