Antes da conquista vem a luta, a resistência e a força coletiva do movimento indígena, é de conhecimento da sociedade brasileira que os povos originários sempre tiveram a frente da luta de resistências, por direitos territoriais, políticas públicas e autonomias nos espaços decisões de poderes institucionais.
Desde 2024, as organizações indígenas vêm reivindicando a criação de uma instituição superior indígena, ligado a uma frente de articulação de educação escolar indígenas maior no Brasil, o principal responsável foi o Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena – FNEEI e a Articulação Nacional dos Povos Indígenas do Brasil – APIB, que estiveram acompanhando as discussões direta na Câmara Federal e no Senado, além dessas organizações indígenas, a participação do Ministério dos Povos Indígenas – MPI, Fundação Nacional dos Povos Indígenas – FUNAI e o Ministério da Educação-MEC, foram fundamentais.
É importante ressaltar, que para chagar até a sansão do presidente Lula, a Universidade Indígena passou por etapas que foi da consulta, construção e participação dos povos indígenas, por meio de seminários feitos em todas as cinco regiões do país, totalizando ao todo 20 seminários. A proposta de criação de uma Universidade Federal Indígena – UNIND surge da necessidade histórica de garantir aos povos originários o acesso a uma educação superior diferenciada que respeite as identidades, línguas, culturas e formas próprias do conhecimento indígena.
Mais do que um espaço acadêmico indígena, essa universidade representa um instrumento que garante o fortalecimento, a autonomia e valorização das epistemes originárias. Desde a concepção, a ideia de uma Universidade Federal Indígena tem sido defendida por lideranças, organizações indígenas comprometidas com a construção de uma educação superior intercultural, diferenciada e de qualidade.
A consolidação dessa instituição, representa um marco importante na luta pelos direitos dos povos originários. Ela fortalece a pesquisa, a preservação das línguas indígenas, a proteção dos conhecimentos ancestrais e a formação do ensino superior indígena. Além disso, contribui para que a sociedade brasileira reconheça a riqueza intercultural e a importância dos povos indígenas na construção da história e na reparação de um futuro pautado na ciência indígena no país.
Portanto, tendo a deputada federal indígena Célia Xacriabá (PSOL) como relatora, a UNIND passou na Câmara Federal, assim como teve sucesso no Senado relatada pelo Senador Eduardo Braga (MDB), teve a aprovação máxima. E finalmente, no dia 28 de maio de 2026, o presidente Luís Inacio Lula da Silva, sancionou a Universidade Federal Indígena – UNIND.
Assim, é uma vitória que marca a luta e a trajetória dos povos Indígenas, que vai além da conquista, é resultado de décadas de resistência, de uma organização coletiva diversa reivindicando e lutando em uma só voz por uma instituição superior indígena, que dialogue com as realidades e os sonhos dos povos originários no Brasil.