Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena: comemoração e celebração – por Estélio Munduruku

Celebrar os 12 anos do Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena é reconhecer a força coletiva das lideranças, dos professores, agentes de saúde, anciãos, jovens e mulheres indígenas que nunca deixaram de lutar.
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*Colaboração de Estéllio Munduruku – colunista do Amazônia Incrível

O Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena-FOREEIA, celebra seus 12 anos de conquista e resistência nas articulações de lutas nas políticas da educação escolar indígena e na saúde indígena do estado do Amazonas. Por isso, estes anos tem um significado importante para o movimento indígena se fazerem presente no evento, que acontece na Universidade Federal do Amazonas.

Marcado pra acontecer no auditório Rio Alalaú-FACED/UFAM, o evento conta com debates como: FOREEIA: qual sua importância e como movimento indígena atua na defesa de direitos educacionais no Amazonas; Memória ancestral: reencontrar saberes, refazer caminhos. Esses debates são fundamentais, para entender a importância do FOREEIA atuando na grande aldeia de pedra.

Dentro do movimento, os cantos, vestimentas, danças, comidas típicas não podem faltar no evento, afinal a cultura indígena enriquece e fortalece enquanto povos ancestrais. Por isso, o evento conta também com espaço para apresentação de cantoria indígena, venda de artesanatos e apresentações músicas indígenas, e quem se apresentou foi o grupo musical do povo Tikuna Wotchimaucu.

O Grupo Wotchimaucu é composto por indígenas mulheres e homens do povo Tikuna, que se apresentam em vários eventos, além desses, tem outros grupos músicas como o grupo Kuiá, formado por Tikuna, Sateré-Mawé, Tariano, Kulina e Mura. No evento como do FOREEIA, é muito importante porque mostra como as cantorias e artistas indígenas estão presentes nesses espaços também.

Por isso, celebrar os 12 anos do Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena é reconhecer a força coletiva das lideranças, dos professores, agentes de saúde, anciãos, jovens e mulheres indígenas que nunca deixaram de lutar. E os cantos, danças e ritos é essencial porque também é da nossa cultura ligada a floresta que emanam a força que nos mantem vivos enquanto povos originários.

Por tanto, é nesse sentido também que se renova o compromisso do coletivo de continuar resistindo e construindo um futuro com mais direito nas políticas públicas da educação e da saúde indígena com mais respeito, dignidade e valorização da própria cultura que é uma verdadeira fonte de saber originário.

 

  *Pertence a Terra Indígena Kwatá-Laranjal, município de Borba;
Membro do Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas-MEIAM;
Membro da Juventude Munduruku do Amazonas-JUMAM;
Doutorando em Geografia pela UFAM;
Articulador da União dos Povos Indígenas Munduruku e Saterê-UPIMS; e
Ativista Indígena.

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