O Grupo Jurubebas de Teatro, de Manaus, inicia a circulação artística de 2026 com apresentações confirmadas em festivais realizados nos estados do Pará e de Minas Gerais.
O coletivo participa do II Festival de Teatro do Tapajós, em Santarém, e do VIII Festival Internacional de Teatro de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, em Araçuaí.
A programação inclui os espetáculos “Desassossego” e “Tucumã & Buriti – As Brocadas do Tarumã-açú”, com entrada gratuita. As apresentações integram o circuito nacional de festivais e marcam o início das atividades do grupo fora do Amazonas neste ano.
“Desassossego” será encenado no dia 19 de março, às 19h, na Casa da Cultura de Santarém. Já “Tucumã & Buriti – As Brocadas do Tarumã-açú” será apresentado no dia 29 de março, às 10h, no Centro Cultural Luz da Lua, em Minas Gerais.
Espetáculos abordam experiências amazônicas
O espetáculo “Desassossego”, interpretado por Leandro Paz, Robert Moura e Nicka, aborda memórias relacionadas ao colapso do sistema de saúde em Manaus durante o período da pandemia.
A montagem recebeu a Bolsa Myriam Muniz de Teatro Nacional, concedida pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), voltada ao fomento da circulação de produções cênicas no país.
Já “Tucumã & Buriti – As Brocadas do Tarumã-açú”, protagonizado por Robert Moura e Nicka, apresenta a história de dois irmãos ligados desde o nascimento, mas com decisões distintas sobre permanecer ou partir. O espetáculo foi premiado no XIX Festival de Teatro da Amazônia, conquistando cinco prêmios entre oito indicações.
Circulação amplia presença amazônica no teatro nacional
Com sede em Manaus, o Grupo Jurubebas de Teatro atua na produção artística e na formação de profissionais ligados às artes cênicas e à economia criativa. O coletivo também foi reconhecido nacionalmente ao receber o Prêmio Cenym de Teatro Nacional na categoria Melhor Grupo de Teatro.
Segundo o diretor Felipe Maya Jatobá, a participação em festivais em diferentes regiões amplia o alcance das produções amazônicas e contribui para a inserção de grupos do Norte no circuito teatral brasileiro.
“Duas das nossas maiores obras permanecem alcançando lugares onde há pouco acesso às produções amazônidas. Estamos sempre buscando ocupar lugares e abrir espaços para que outros grupos amazonenses também possam estar em outras edições”, afirma Felipe.