A Caixa Cultural Belém recebe, a partir desta terça-feira (3), a exposição “A forma viva na arte de Véio”, dedicada à trajetória de Cícero Alves dos Santos. A mostra reúne cerca de 200 obras e fica em cartaz até 31 de maio, com entrada gratuita.
Com curadoria de André Parente e expografia assinada pelo Estúdio Sauá, a exposição propõe um mergulho na produção do artista sergipano, reconhecido por criar uma linguagem própria, marcada pela fusão entre humano, animal, vegetal e elementos míticos.
Percurso imersivo
O projeto expográfico foi pensado como um percurso sensorial e narrativo. O visitante encontra desde miniaturas delicadas até esculturas monumentais, revelando diferentes fases e escalas do trabalho de Véio. Madeira bruta, cores vibrantes e formas orgânicas dialogam em um conjunto que evidencia a relação do artista com a matéria, o tempo e a espiritualidade.
As obras são organizadas de forma a conduzir o público por camadas de leitura que atravessam forma, memória e imaginação. A proposta é destacar como a escultura de Véio nasce da observação da natureza e da reinvenção simbólica de personagens e criaturas que parecem habitar um universo próprio.
Programação especial
Além da visitação aberta de terça a domingo, das 10h às 21h, a programação inclui atividades gratuitas com o curador e o artista.
Na quarta-feira (4), às 18h, André Parente conduz uma visita mediada, seguida de conversa sobre o processo de concepção e montagem da mostra. Às 19h, o público poderá participar de uma vivência com Véio e sua filha, Julia Katiene, autora do livro Bonecos de Pau: A felicidade de Véio. O encontro amplia o diálogo sobre a trajetória do artista e os bastidores de sua criação.
A exposição reforça o compromisso da Caixa Cultural Belém com a valorização da arte brasileira contemporânea, oferecendo ao público paraense a oportunidade de conhecer de perto o universo singular de um dos nomes mais originais da escultura popular no país.