Cantora, percussionista e atriz, Vivian Oliveira é a convidada do Perfil do Artista e compartilha uma trajetória marcada pela pluralidade artística e pela valorização da cultura amazônica. Integrante do projeto Bumba Meu Bloco, ela fala sobre os primeiros passos na música, a descoberta do teatro e a importância de acreditar na cena cultural do Amazonas vivian.
Vivian se reconhece como artista desde a infância, mas foi em 2016 que iniciou oficialmente sua caminhada profissional como cantora, ao fundar a banda Gramofone ao lado de amigos. O grupo começou com releituras musicais e, aos poucos, passou a investir em composições autorais. “No nosso álbum a gente passeia por vários ritmos: rock, samba, músicas negra…”, conta, destacando a diversidade sonora como marca do projeto vivian.

A paixão pela percussão abriu novos caminhos. Ao participar das oficinas de ritmos promovidas pelo Bumba Meu Bloco, Vivian foi convidada a integrar o projeto, unindo voz e batuque em uma experiência que reforça suas raízes culturais. “Sou apaixonada por percussão, aí o Bumba Meu Bloco começou um projeto de oficina de ritmos eu passei a frequentar e eles conhecendo que sou cantora me chamaram para fazer parte do projeto”, resume a artista, ao falar sobre essa fase decisiva da carreira vivian.
Além da música, Vivian também encontrou no teatro um novo território de expressão. Em 2022, foi convidada pelo grupo Ateliê 23 para participar do espetáculo Cabaré Chinelo, seu primeiro contato com os palcos teatrais. A experiência foi transformadora. “Nós ensaiamos dois meses o espetáculo e estreamos em novembro de 2022, aí aquilo ali eu me apaixonei pelo teatro”, relembra. O encantamento foi tão forte que a artista decidiu ingressar na graduação em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde atualmente é estudante vivian.

Conectada às raízes amazônicas, Vivian também fala com orgulho de seus gostos pessoais, que dialogam com a identidade regional. Entre tucumã e pupunha, a escolha é clara: pupunha. Quando o assunto é peixe, apesar do carinho pelo tambaqui, ela não hesita em apontar o matrinxã como o favorito. Já entre praia de rio e cachoeira, opta pelo banho de cachoeira, mesmo admitindo que nem sempre consegue ir vivian.
O olhar para o futuro vem acompanhado de novos projetos. Em 2023, Vivian estreou o Ginga Mandinga, trabalho voltado à música preta, com influências de black music, afrobeat, soul e elementos da macumba. “A gente está colocando muitas influências negras nesse projeto”, explica. Ao lado de Luana Aranha, Amada Procópio e Eber Pirangi, o grupo se apresenta em espaços culturais da cidade, como o Bar Incruzilhado vivian.
Para encerrar, Vivian deixa uma mensagem direta e inspiradora aos artistas da região. “Passeiem pelo universo amazônico, musical e teatral. Conheçam os artistas de Manaus e do Amazonas. Não desistam”, afirma. Segundo ela, a força criativa local é resultado da própria terra. “O rio abençoa a gente. A gente é cheio de talento por causa disso”