Conheça o Papai Noel que mantém a magia do Natal viva o ano inteiro

Professor mantém a magia do Natal viva o ano todo em Manaus
Redação Amazônia Incrível
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Antes mesmo do Natal chegar, ele já está em ação: acena no shopping, posa para fotos e recebe crianças cheias de pedidos e histórias. A cena é comum, mas a pergunta atravessa gerações e desperta curiosidade: Papai Noel trabalha só no Natal?

Entre respostas criativas e imaginação solta — “ele fica no Polo Norte”, “só dá presentes”, “descansa tomando chocolate quente” — a realidade revela algo ainda mais especial. Existe, sim, quem viva o personagem o ano inteiro, mantendo a magia acesa muito além de dezembro.

Em Manaus, por trás da roupa vermelha e da barba branca, está um professor da área de tecnologia que há 13 anos assume a missão de preservar a esperança das crianças. Fora do figurino, ele segue a rotina profissional; dentro dele, transforma encontros simples em momentos inesquecíveis.

“É uma excelente pessoa. É um prazer trabalhar com o Papai Noel”, diz um colega, destacando o carisma e a disponibilidade de quem, mesmo mantendo a identidade em segredo, faz questão de estar sempre pronto para ajudar.

A dedicação vai além das fotos. Em muitas ocasiões, ele escuta histórias, incentiva sonhos e até realiza pequenos gestos que marcam famílias inteiras. “Ele pediu pra ela fazer uma cartinha pra ele. Ela fez, a mãe ajudou, minha filha escreveu. E agora ele presenteou ela. Eu fico muito agradecido”, conta um pai emocionado.

A relação com o Natal vem de casa. Manauara, ele aprendeu desde cedo a amar a data como um momento de fé e união familiar. “Os meus pais faziam a magia do Natal acontecer. Minha mãe colocava talco na bota do meu pai pra fazer as pegadas do Papai Noel. Até que um dia o Papai Noel do Polo Norte me convidou pra substituí-lo. E hoje eu estou aqui”, relembra, sorrindo.

A tradição virou costume de família. O irmão também vive o personagem nesta época do ano, motivo de orgulho para os pais. “Eu divulgo isso pra todo mundo. Onde eu chego, digo: eu sou pai do Papai Noel. Fico feliz em saber que eles estão crescendo e levando a magia do Natal”, afirma o pai, emocionado.

A história do bom velhinho vem de longe. No século IV, São Nicolau, bispo conhecido por ajudar crianças e fazer doações em segredo, deu origem à lenda que atravessou fronteiras e ganhou novos elementos — neve, renas, botas e gorro — até se transformar no Papai Noel que hoje simboliza carinho, bondade e solidariedade.

No shopping, o “expediente” é intenso. Crianças de todas as idades se revezam na cadeira, cada uma com um pedido diferente. “É muita gente, muita história, pedidos que vocês nem imaginam”, conta a repórter ao acompanhar de perto a rotina. Ainda assim, ele atende todos com o mesmo sorriso e carisma, criando laços que vão além do momento.

Entre uma foto e outra, há quem faça até uma bênção espontânea: “Que o Papai Noel fique bem, que o mal não chegue perto dele. Em nome do Senhor Jesus, amém”.

No fim das contas, acreditar ou não é uma escolha pessoal, quase um ato de fé. Mas quem cruza o caminho desse Papai Noel leva consigo algo difícil de explicar: um sorriso, uma palavra amiga, um fragmento de esperança. Pequeno, simples, mas capaz de iluminar não só o mês de dezembro — e, às vezes, o ano inteiro.

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