“Orquestra na Floresta” leva encanto e mistura inédita entre música clássica e tradição indígena

Projeto 'Orquestra na Floresta' leva música clássica à aldeia indígena Cipiá, em Manaus, unindo tradições.
Redação Amazônia Incrível
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É primeira vez que há uma junção entre música erudita e tradições indígenas nas Aldeia Cipiá.

O projeto “Orquestra na Floresta” deu um ‘start’ nesta última terça-feira, 23, com a primeira apresentação na Aldeia Indígena Cipiá, localizada no lago do Castanhal da Tatulândia, na margem esquerda do rio Negro, a 34 km de Manaus. A iniciativa foi por meio da prefeitura de Manaus, em conjunto com o Conselho Municipal de Cultura (Concultura), buscando juntar música clássica com tradições indígenas.

Segundo os organizadores, a iniciativa atende a uma orientação de levar atividades culturais a espaços com menos acesso a esse tipo de programação. O objetivo é atingir lugares que têm menos oportunidade de desfrutar entretenimento. 

Durante a apresentação, a participação da comunidade foi marcada pela alegria em receber o grupo musical. Para os indígenas, o evento também fortaleceu a valorização de sua identidade cultural e ampliou o potencial turístico da região. Como o próprio morador da comunidade, Dyakuru, afirma: Eu estou muito feliz por esse evento aqui na minha comunidade, onde todo mundo tenta levar nossa mensagem, nossa cultura. E a nossa tradição vai levando de geração a geração, e vão saber do que está acontecendo aqui hoje”. 

“É um evento sonhado, a gente vem desenvolvendo a nossa cultura. E aí chegou esse momento, nessa oportunidade, né? de promoverem esse evento aqui na comunidade Cipiá. É o desenvolvimento e um cuidado com a nossa cultura , um cuidado também com a floresta. Então, é uma interpretação muito grande da humanidade”, afirma o cacique GUI Dessano.

Além da orquestra sob a regência do maestro Hermes Coelho, teve a participação dos tenores Miqueias Williams e do maestro Everaldo Barbosa. Os músicos apresentaram um repertório rico em  clássicos de Bach e Vivaldi  e a força ancestral dos cantos e instrumentos indígenas, conduzidos pelos próprios moradores da aldeia. 

“Quando você traz a orquestra, você reconhece a importância dos povos indígenas e a diversidade cultural que a nossa região e o Brasil têm. Esse é um momento que proporciona integração entre as duas culturas”, afirmou o presidente da Concultura, Tony Medeiros.

A apresentação na aldeia Sipa é  um projeto que vai  percorrer comunidades rurais e outros locais pouco convencionais. Ele pode expandir a presença da orquestra para além dos palcos tradicionais. 

Além das apresentações, a programação cultural seguirá com novas atividades previstas para novembro, contemplando diferentes segmentos artísticos.

 

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