Grupo Gandhicats fez um espetáculo com a temática nas raizes amazônicas.
Nesta segunda-feira (28), o grupo Gandhicats levou a força da cultura amazônica ao palco do Festival de Dança de Joinville, o maior festival de danças do mundo. Com o espetáculo “Baixa da Xanda: Um Quilombo Afro-Indígena Amazônico”, o coletivo representou com potência o Amazonas na categoria Danças Populares Brasileiras – Conjunto Sênior, emocionando o público com uma performance que exalta as raízes afro-indígenas da região Norte.
A apresentação homenageou o território quilombola da Baixa da Xanda, em Parintins, local onde nasceu o Boi Garantido — símbolo da resistência cultural e do orgulho amazônico. Reconhecido por revolucionar as coreografias no Festival de Parintins, o Gandhicats encantou a plateia de Joinville com um espetáculo vibrante e cheio de ancestralidade.
Além dessa apresentação, o Gandhicats Project, escola de danças urbanas sediada no Amazonas, também participa da 42ª edição do Festival de Dança de Joinville, um dos eventos mais prestigiados do Brasil e do mundo. Neste ano, quatro coreografias do grupo foram selecionadas para competir no palco principal do festival — uma conquista que reforça o talento e o protagonismo artístico do Norte.
Em 2024, o grupo brilhou ao conquistar o 1º lugar em duas das quatro categorias que disputou. Agora, retorna à competição com ainda mais garra e determinação para levar o nome do Amazonas ao topo do pódio.
“Estamos nos esforçando muito pra entregar o nosso máximo. Acreditamos que a arte transforma e é com ela que temos contado pra abrir caminhos. Mas, pra fazer isso acontecer de novo, precisamos da sua contribuição”, destaca o grupo.
Para realizar essa jornada, o Gandhicats criou uma vakinha solidária com o objetivo de arrecadar recursos para a construção dos cenários, elementos essenciais para dar vida às coreografias no palco. Cada ajuda, de qualquer valor, faz um mundo de diferença.
Com dedicação, talento e muita representatividade, o Gandhicats segue abrindo caminhos e mostrando que a arte do Amazonas merece estar entre as maiores do mundo.