INPA destaca ciência e inovação amazônica na 77ª SBPC, em Recife.
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) está participando ativamente da 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), considerado o maior evento científico da América Latina. O encontro acontece ao longo desta semana, até sábado (19), na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife.

A presença do INPA é marcada por uma exposição que reúne diversas iniciativas da instituição. A gerente da Incubadora de Empresas do INPA e pesquisadora, Marcela Amazonas, destacou a diversidade das ações apresentadas.
“O INPA este ano participa com uma exposição que mostra, além da pesquisa básica, a Editora INPA com o lançamento de obras e e-books. Também apresentamos nossa oferta tecnológica, com ações das coordenações de Tecnologia Social e de Gestão da Inovação e Empreendedorismo, que mostram como a ciência pode ser transformada em processos, produtos e soluções para a sociedade”, explicou.

Marcela também ressaltou a atuação das empresas vinculadas à incubadora do INPA, que têm se destacado no evento.


“As empresas incubadas também estão presentes. Temos, por exemplo, um projeto que reaproveita resíduos agroflorestais, outro que trabalha com óleos essenciais de forma sustentável e respeitosa com as comunidades, e ainda iniciativas como a criação de matrinxã em sistemas que não impactam o leito dos rios.”
Diversas startups apoiadas pelo INPA também marcam presença na SBPC, evidenciando o potencial inovador da Amazônia:
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WUNA – Criação de brindes personalizados utilizando madeira sustentável.
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Bioplazon – Produção de copos biodegradáveis que se decompõem na natureza em até 90 dias.
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Aquavirid – Desenvolvimento de farinha de microalgas com alto valor nutricional como alternativa à soja na alimentação animal.
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MG Soluções Ambientais – Tecnologias para a gestão de resíduos sólidos na região amazônica.
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Phyto – Produção e fornecimento de mudas e sementes de espécies nativas da Amazônia, contribuindo para o fortalecimento das comunidades locais.
A participação do INPA na SBPC deve gerar impactos positivos, como explica Marcela Amazonas, gerente da incubadora do instituto.
“Por se tratar do maior encontro científico do país, o primeiro retorno é a popularização da ciência na grande sociedade. E a partilha, a troca, que muitas vezes só tem este momento pra conversar e articular alguma ação. Desse ano particularmente essa extensão tecnológica. Ou seja, o que INPA tem fala mais proximamente com a sociedade em termos de processo, produtos no âmbito de tecnologia, seja tecnologia social, seja tecnologia patenteada, oferta tecnologia ou dentro das empresas incubadas.”
Marcela também destacou alguns exemplos práticos das ações apresentadas no evento:
“É uma forma de apresentar a ciência tangível, aquela ciência que você pode, por exemplo, usar um copo feito do resíduo da mandioca. Ou fazer oficinas na escola, comunidades com resíduos de papel, com resíduos agroflorestais, com papéis alternativos. Ou criação de matrinxã sem alterar o leito do rio, ou igarapé. Então são pesquisas, são startups mostrando que a ciência tem respostas para a sociedade para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável, para contribuir na redução das mudanças climáticas em todos os contextos tão graves em termos ambientais que estamos vivendo.”
Com sua participação, o INPA reforça seu compromisso com a ciência, a sustentabilidade e o desenvolvimento de soluções inovadoras com impacto direto na Amazônia e na sociedade brasileira.