A atriz amazonense Rosa Malagueta inicia nesta terça-feira (29) o projeto “Maria Não É Penha, Mas Lalau É Réu”, iniciativa que utiliza o teatro como ferramenta de sensibilização e diálogo sobre a violência contra a mulher.
A programação será realizada com estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de escolas públicas de Manaus e inclui apresentações do espetáculo solo “Cuidado com o Lalau”, seguidas de rodas de conversa sobre violência doméstica, formas de denúncia, acolhimento e políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
As primeiras atividades acontecem nesta terça-feira (29) e quinta-feira (1º), na Escola Antísthenes Pinto, no bairro Cidade de Deus. No dia 6 de outubro, a programação segue para a Escola Dom Milton Corrêa Pereira, no Monte das Oliveiras.
O projeto é fomentado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio do Banco da Amazônia e realização do Ministério da Cultura.
Com atuação e desenvolvimento de Rosa Malagueta, produção de Rafaela Guimarães e direção artística de Wallace Abreu, a iniciativa busca abordar a violência contra a mulher por meio da arte e do diálogo com o público.
Histórias pessoais no palco
No espetáculo “Cuidado com o Lalau”, Rosa Malagueta compartilha experiências relacionadas à maternidade, à convivência com os filhos e ao relacionamento com o ex-marido, incluindo situações de violência doméstica e outros desafios enfrentados pelas mulheres.
Após cada apresentação, os estudantes participam de rodas de conversa que abordam o enfrentamento à violência doméstica, os caminhos para buscar ajuda e os serviços e políticas públicas disponíveis.
Segundo a atriz, a proposta é tratar de um tema delicado por meio da arte e estimular mulheres que estejam passando por situações de violência a procurar apoio.
“É importante falarmos sobre a violência doméstica e as formas possíveis de enfrentamento, de forma leve, por meio das artes”, afirma Rosa.
Arte como acolhimento
Além das atividades nas escolas, o projeto também prevê uma oficina artística para jovens meninas vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade social atendidas pela Casa Mamãe Margarida. A atividade será realizada em uma etapa posterior da programação.
Para a produtora Rafaela Guimarães, a iniciativa pretende utilizar diferentes linguagens artísticas para criar espaços de acolhimento, reflexão e fortalecimento.
A programação busca aproximar o debate sobre violência contra a mulher do público e ampliar o acesso a informações sobre os caminhos de proteção e enfrentamento.