Conheça o festival Munduruku: 21º FECUM celebra demarcação de terras em Borba, com presença de Isabella Nogueira

Pela primeira vez na história do festival, a artista, que se tornou um ícone da visibilidade amazônica em todo o Brasil, prestigiará o evento no dia 19 de abril, a convite do Cacique Geral Manuel Cardoso Munduruku.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Entre os dias 17 e 19 de abril, o coração da Terra Indígena Kwatá-Laranjal, no município de Borba, pulsa ao ritmo da ancestralidade. O 21º Festival Cultural Munduruku (FECUM), um dos mais tradicionais eventos do Rio Madeira, celebra nesta edição não apenas a cultura viva, mas os 22 anos de homologação do território onde coabitam os povos Munduruku e Sateré-Mawé.

Embora em sua vigésima primeira edição oficial como festival, o FECUM carrega um legado de mais de meio século de história, fundado pelos ancestrais na Aldeia Kwatá. O evento marca a transição da antiga “festa do índio” para um festival de reafirmação identitária e luta política.

ENTREVISTA: ator indígena Fidelis Baniwa participa do filme ‘Rio de Sangue’, que estreia nesta quinta (16) nos cinemas

 

Visita ilustre e valorização cultural

Este ano, o FECUM ganha um brilho especial com a participação de Isabelle Nogueira, Cunhã-Poranga do Boi Garantido. Pela primeira vez na história do festival, a artista, que se tornou um ícone da visibilidade amazônica em todo o Brasil, prestigiará o evento no dia 19 de abril, a convite do Cacique Geral Manuel Cardoso Munduruku.

A presença de Isabelle reforça o intercâmbio entre as expressões culturais dos bumbás e as raízes profundas dos povos originários, elevando o diálogo sobre a importância da preservação cultural.

Veja vídeo

 

Programação: rituais, esporte e identidade

Reprodução

O festival é uma imersão completa na cosmologia Munduruku. Durante os três dias, a Aldeia Kwatá-Rio Canumã será palco de:

Ritos e Danças Tradicionais: incluindo as danças do Wadoda, da Farinha e o teatro regional.

Protagonismo Feminino: Apresentações das “Marias Munduruku” e o tradicional desfile para a escolha da Rainha Munduruku do FECUM.

Reprodução

Esportes e Artesanato: Competições indígenas e exposições de artes que celebram o saber ancestral.

Um marco de resistência

A data de encerramento, 19 de abril, carrega um simbolismo duplo: o Dia dos Povos Indígenas e o aniversário da conquista da terra. “O festival é um ato de resistência e uma oportunidade de reforçar o diálogo com a sociedade sobre a pauta indígena, a autonomia e a nossa história”, destaca a coordenação do evento.

Serviço – 21º Festival Cultural Munduruku (FECUM)
Data: 17 a 19 de abril de 2026.
Local: Aldeia Kwatá-Rio Canumã (Terra Indígena Kwatá-Laranjal), Borba/AM.
Destaque: Presença de Isabelle Nogueira no dia 19/04.
Atividades: Danças tradicionais (Wadoda, Farinha), teatro, desfile de rainhas, rituais e falas de lideranças.
Acesso: O festival recebe visitantes de municípios vizinhos e interessados em imersão cultural.

Carregar Comentários