O Centro Cultural Banco da Amazônia reabre as portas nesta segunda-feira, 3 de março, a partir das 10h, em Belém, com uma programação que conecta arte, território, povos originários e crise climática. Nesta retomada, o horário de funcionamento será das 10h às 16h.
O público encontra quatro exposições em cartaz: “Uma Belém no Olhar de Alguém”, “Habitar a Floresta”, “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak” e “Clima, o novo anormal”. As mostras propõem diferentes leituras sobre a Amazônia — da fotografia urbana à arquitetura colaborativa, passando pelo olhar internacional sobre a floresta e os impactos das mudanças climáticas no mundo.
Uma Belém no Olhar de Alguém
Com curadoria do artista visual Emanuel Franco e texto da historiadora e antropóloga Dayseane Ferraz, a exposição reúne 21 fotógrafos e fotógrafas atuantes nas artes visuais, somando 35 imagens. A mostra presta homenagem aos 410 anos de Belém e apresenta múltiplas interpretações da capital paraense.
Participam nomes como Alexandre Baena, Andréa Noronha, Bizi, Celso Lobo, Deia Lima, Fabíola Tuma, Fatinha Silva, Guy Veloso, Iza Girard, Janduari Simões, Marcelo Vieira, Maria Cristina Gemaque, Mariano Klautau Filho, Marise Maués, Nádia Borborema, Patrícia Brasil, Renato Neves, Rosana Uchôa, Rosário Lima, Valério Silveira e Wagner Santana.
A visitação segue aberta até 8 de abril.
Amazônia sob diferentes perspectivas

Outra mostra de destaque é “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak”, que apresenta registros do fotógrafo japonês Hiromi Nagakura, guiado pelos rios da região ao lado do líder indígena Ailton Krenak. O resultado é um conjunto de imagens que atravessam cultura, natureza e espiritualidade amazônica.

Já “Habitar a Floresta” traz projetos arquitetônicos desenvolvidos em parceria com povos originários, comunidades ribeirinhas e quilombolas da Amazônia brasileira e de outros territórios latino-americanos. A exposição coloca em evidência soluções pensadas a partir do diálogo com o território e seus saberes tradicionais.
Encerrando o circuito, “Clima, o novo anormal” amplia o debate para além da região e expõe as emergências climáticas que impactam o planeta, conectando a Amazônia a um contexto global de transformações ambientais.
Com entrada aberta ao público, a reabertura do Centro Cultural reforça o papel da arte como ferramenta de reflexão sobre identidade, memória, sustentabilidade e futuro. Para quem busca programação cultural em Belém neste início de março, a visita é uma oportunidade de percorrer diferentes narrativas sobre a Amazônia em um só espaço.