Exposição ‘Manaus: Arte e Memória da Amazônia’ reabre no Palácio da Justiça com obra de Moacir Andrade

Mostra reúne 93 obras de 55 artistas e integra celebrações pelos 346 anos da capital amazonense
Redação Amazônia Incrível
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O Palácio da Justiça reabre ao público, nesta quinta-feira (4), a exposição “Manaus: Arte e Memória da Amazônia”. A mostra passa a contar com a obra “Casa de Ribeirinho” (1984), de Moacir Andrade, incorporada ao acervo exposto.

A exposição integra as celebrações pelos 346 anos de Manaus e permanece aberta até maio. A visitação é gratuita, de segunda a sábado, das 9h às 15h, exceto às terças-feiras.

Com a inclusão da nova obra, a mostra reúne 93 trabalhos de 55 artistas amazonenses, apresentando um recorte da produção das artes plásticas no estado.

A presença de Moacir Andrade amplia o conjunto exposto e insere no circuito público um trabalho considerado relevante para a história artística local.

O acervo que dá origem à exposição pertence ao artista plástico e colecionador Jandr Reis, responsável pela preservação das obras.

FOTOS: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
Foto: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

A curadora Cléia Viana afirma que o conjunto exposto resulta de um processo de colecionismo dedicado à produção artística da capital.

Segundo ela, a proposta é oferecer um percurso pela trajetória das artes visuais na cidade.

“A exposição propõe uma travessia pela história da arte manauara, como quem percorre o leito profundo de um rio que transporta tempos, gestos e visões”, afirma.

O percurso reúne obras que dialogam com diferentes momentos da criação artística em Manaus, incluindo fases de transição e experimentação, além de produções que incorporam novas linguagens.

A mostra também apresenta trabalhos que abordam temas como ancestralidade, identidade, inclusão, sexualidade e transformação social.

Para a curadora, o conjunto articula memória e presente na construção de uma narrativa visual.

“Sustentada pela criatividade e pela temporalidade da criação de cada artista, a exposição circunscreve a história em diferentes formatos e fragmentos da alma coletiva, formando os rios sagrados desse movimento profundo chamado Arte Amazônica”, completa.

A exposição conta com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

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