O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) realiza, na próxima quinta-feira (27), às 16h, mais uma edição dos Seminários da Amazônia. A palestra será conduzida pela pesquisadora Izabela Aleixo, que apresentará o tema “Árvores da Amazônia: o que o monitoramento fenológico de longo prazo evidencia sobre ciclos de vida e respostas a eventos climáticos”. O encontro ocorre no Centro de Convivência (prédio 97), no Campus 1 do Inpa, com entrada gratuita e aberto ao público.
Engenheira florestal e egressa da pós-graduação do próprio instituto, Aleixo tem mestrado em Ciências de Florestas Tropicais e doutorado em Ecologia. Na apresentação, ela vai abordar como o acompanhamento dos ciclos fenológicos — como brotamento, floração e frutificação — revela aspectos essenciais do funcionamento ecológico da floresta amazônica e ajuda a antecipar respostas das espécies diante de eventos climáticos extremos.
Segundo a pesquisadora, entender esses ciclos é fundamental para avaliar a resiliência das árvores e os impactos das mudanças ambientais no dossel amazônico. “A fenologia surge como ferramenta essencial para revelar a resiliência das espécies e antecipar transformações nos processos ecológicos amazônicos”, afirma.
Durante a palestra, Aleixo também apresentará resultados recentes de pesquisas desenvolvidas na região, mostrando como diferentes grupos de espécies ajustam seus ritmos biológicos em cenários de mudanças climáticas. “Vamos reforçar a relevância do monitoramento fenológico contínuo para compreender os desafios que a Amazônia enfrenta em um cenário de intensas mudanças climáticas”, adianta.
Sobre a palestrante
Izabela Aleixo é formada em Engenharia Florestal pela UFV, com mestrado e doutorado pelo Inpa. Realizou doutorado-sanduíche na Universidade de Wageningen, na Holanda, e pós-doutorado na USP (FFCLRP). Sua trajetória científica integra monitoramento de longo prazo, traços funcionais de plantas, dinâmica florestal e experimentos de larga escala para compreender como ecossistemas tropicais respondem às mudanças ambientais. Seus estudos contribuem diretamente para ações de conservação, restauração e aprimoramento de modelos globais de carbono e água.