Shows de maracatu, batalha de rimas, funk, charme e roda de samba movimentaram o público no Terceiro Workshop Urbanos da Amazônia, realizado no Prosamin, no Centro de Manaus. A edição especial celebrou o Dia da Consciência Negra com uma programação gratuita que começou ainda no fim da tarde e se estendeu pela noite, reunindo moradores, artistas e visitantes.
O evento destacou a força das expressões culturais afro-brasileiras, onde cada batida e cada movimento carregam uma história. Muitos participantes estavam pela primeira vez no festival, atraídos pela oportunidade de conhecer mais sobre identidade, ancestralidade e consciência negra.

Entre as apresentações mais marcantes, o Maracatu Pedra Encantada levou energia e celebração ao espaço. Integrante do grupo, Viviane Oliveira relembrou a relação profunda do maracatu com a comunidade do Prosamin.
“É muito comum a gente fazer isso. O Maracatu Pedra Encantada nasceu praticamente aqui no Prosamin e também na Praça do Becá. Em 2016, a gente reunia as pessoas para oficinas lá no Becá e aqui no Prosamin. Então não é só no dia 20 de novembro, não é só hoje, Dia da Consciência Negra. Estamos aqui todos os dias junto à comunidade, porque praticamente nascemos dentro dela”, afirmou.
Organizado pela Associação Intercultural de Hip Hop Urbanos da Amazônia, em parceria com a CUFA Amazonas, o festival reforçou a conexão entre cultura urbana, ancestralidade e inclusão social. A proposta dialoga diretamente com o significado do Dia da Consciência Negra, data criada em homenagem a Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo da história do Brasil.
Para Alexê Ribeiro, a data representa força e celebração.
“É importante reforçar que o Dia da Consciência Negra não é um dia para retratar coisas ruins que já acontecem o ano inteiro. É momento de celebrar, trazer ancestralidade, aquilombar — como a gente costuma dizer —, se curtir e se sentir cada vez mais empoderado”, destacou.
O Festival de Cultura AfroIndígena segue firme na missão de valorizar as raízes amazônicas e fortalecer a identidade periférica. No encontro, arte, memória e luta caminham lado a lado, reafirmando a potência das culturas que moldam a Amazônia.