Os corredores lotados mostram o sucesso da Green Zone da COP30, instalada em uma área de 160 mil metros quadrados no Parque da Cidade, em Belém. Mesmo com toda essa dimensão, o espaço se tornou pequeno diante da presença massiva do público. A área gratuita e aberta à população reúne empresas, ONGs, universidades, comunidades tradicionais, movimentos sociais e a sociedade civil em torno de um objetivo comum: discutir e experimentar soluções para um futuro mais sustentável.
Entre os destaques, os indígenas da etnia Xikrindê Parauapebas encantam os visitantes com demonstrações de pintura corporal tradicional, um símbolo vivo da conexão entre cultura e meio ambiente. A Green Zone é uma verdadeira vitrine da Amazônia, onde se cruzam arte, ciência, educação ambiental e inovação.

No estande do Banco da Amazônia, os debates giram em torno de temas centrais para o desenvolvimento da região. Como explica Samara Freitas, gerente da instituição:
“A gente vai discutir aqui bioeconomia, transição energética, infraestrutura verde, finanças sustentáveis e agropecuária sustentável. Toda a nossa estratégia de condução para estar aqui nesse espaço está materializada nessas cinco perspectivas de atuação.”

Outro ponto de grande movimento é o estande do Sebrae Pará, com 400 metros quadrados dedicados ao diálogo e à conexão entre empreendedores e investidores. O espaço valoriza os negócios sustentáveis e mostra como os pequenos empreendimentos podem contribuir para a preservação ambiental.
“A gente tem feito debates através dos pequenos negócios, mostrando o que eles fazem para melhorar o planeta. E dentro do Espaço Pará, temos a Taberna Amazônica, uma loja colaborativa com produtos da Amazônia Legal, apresentada aqui para o público”, explica Rubens Magno, gerente do Sebrae/Pará.

Um dos locais mais procurados é o Pavilhão Pará, que oferece mais de 350 atividades entre exposições, painéis, debates, reuniões e até desfiles de moda. O espaço é uma imersão na cultura amazônica, com destaque para móveis e objetos feitos de miriti, uma fibra leve e biodegradável conhecida como o “isopor da Amazônia”. As estruturas, inspiradas nas casas ribeirinhas, ressaltam a carpintaria tradicional e a criatividade local.
Mais do que uma mostra de sustentabilidade, a Green Zone da COP30 se consolida como um ponto de encontro entre saberes ancestrais e inovação tecnológica, projetando a Amazônia como protagonista nas soluções para o clima e o futuro do planeta.