Belém recebe visitantes que buscam vivenciar a Amazônia além da Cúpula do Clima

Belém atrai visitantes que buscam conhecer a Amazônia além da Cúpula do Clima, com destaque para o recém-inaugurado Museu das Amazônias e o navio do Greenpeace atracado na UFPA.
Redação Amazônia Incrível
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Após dias de debates intensos durante a Cúpula do Clima, muitos participantes aproveitaram o fim de semana para conhecer mais de perto a capital paraense. Entre os destinos mais procurados esteve o recém-inaugurado Museu das Amazônias, aberto em outubro no Complexo do Porto Futuro II, que rapidamente se tornou um ponto de encontro de moradores, turistas e representantes de povos indígenas.

No sábado, o movimento foi grande. Entre os visitantes, o estudante Manu Carihuazani destacou o impacto emocional de se reconhecer naquele espaço. “Grandiosidade, tipo assim, se ver representado num grande espaço, né? Muitas coisas falando sobre aquilo que me permeia enquanto pessoa indígena. É extremamente impactante e a gente fica feliz”.

Belém recebe visitantes que buscam vivenciar a Amazônia além da Cúpula do Clima

O museu oferece uma visão panorâmica do maior bioma do planeta, sem que seja preciso tirar os pés do chão. Fotografias do saudoso Sebastião Salgado chamaram atenção do público, convidando a uma imersão sensível na vida e nas paisagens amazônicas. Para a assistente administrativa Adriene Rodrigues, revisitar essas imagens foi um momento especial: “Eu sou uma grande admiradora do trabalho do Sebastião Salgado. Acho um dos fotógrafos mais incríveis do mundo. O olhar dele é muito bonito, muito emocionante”.

Mesmo quem já conhece Belém há anos encontrou motivos para se surpreender. A visitante Larisse Garcia ressaltou o simbolismo da revitalização do espaço: “É um espaço fantástico, de muita cultura para os paraenses. Era um espaço que estava vazio, sem nada, e hoje mostra uma riqueza incrível da nossa Amazônia”.

Enquanto isso, outro ponto da cidade também atraiu grande público: o navio do Greenpeace atracado às margens do rio Guamá, dentro da Universidade Federal do Pará. Debaixo do sol forte, sombrinhas e leques fizeram parte da paisagem de quem aguardava para conhecer a embarcação. A persistência valeu a espera, como comentou Rosa Chaves: “Tudo maravilhoso, a gente está torcendo para que isso melhore cada vez mais”.

O navio permanece ancorado em Belém até o dia 21 de novembro, quando se encerra a programação da COP30 na capital. Depois, segue para Recife. A proposta é que, além de receber visitantes, a embarcação fortaleça uma mensagem que ecoou durante toda a Cúpula: preservar a Amazônia é uma tarefa coletiva, urgente e contínua — e passa por valorizar quem vive, cria, trabalha e sonha a partir dela.

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