Porto Velho celebra 111 anos e relembra a história da bandeira criada por Antônio Cândido

Bandeira criada por Antônio Cândido simboliza os 111 anos de Porto Velho, capital de Rondônia.
Redação Amazônia Incrível
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Bandeira carrega simbologia histórica da cidade.

Porto Velho, capital de Rondônia, completa 111 anos nesta quarta-feira (2). Entre os símbolos que representam a cidade, a bandeira ocupa lugar de destaque. Com as cores azul e amarelo, ela traz em sua composição as icônicas caixas d’água históricas, referência marcante da paisagem urbana e símbolo da memória coletiva da capital.

Porto Velho celebra 111 anos e relembra a história da bandeira criada por Antônio Cândido

A criação do estandarte é assinada pelo escritor e historiador Antônio Cândido, que contou como surgiu a inspiração para a obra.

Antônio Cândido. Reprodução vídeo.

“Eu queria encontrar um símbolo, eu vi as caixas d’água lá, aí eu puxo a vida, mas tem muita perna, como é que eu vou botar isso em uma bandeira? Aí fui, procurei, até que consegui um ângulo em que uma perna esconde a outra. Aparecem duas, quatro, seis pernas, que são quatro vezes três e doze, só aparecem seis justamente por causa dessa posição. Eu fazia fotografia na época, tinha feito um curso, então fotografei para ter uma ideia da imagem e fui trabalhar. Como não havia computador, fiz tudo manualmente, em cartolina, aplicando o azul, o amarelo e recortando as caixas d’água”, relembra.

Mais que um significado.

Para Cândido, uma bandeira precisa ir além do desenho e das cores. Ela deve carregar a memória histórica do lugar que representa.

“O símbolo tem que representar o município, o estado, naquele momento. Por exemplo, a bandeira nacional traz estrelas que representam o céu no dia da independência. No caso de Porto Velho, a história já estava ali: a Estrada de Ferro e as caixas d’água. Para as cores, pensei no céu, que é sempre azul, e no amarelo, que simboliza nossas riquezas minerais”. Conforme explicou.

E acima de tudo, no encerramento da conversa, o escritor emocionou ao recitar uma poesia dedicada à capital rondoniense:

“Porto Velho. Eu amo realmente esta cidade como quem ama uma mulher bonita,
com a forte paixão de mocidade que pela vida do meu ser palpita,
e de cantá-la para a eternidade.
Ser seu amante é como lei escrita,
que do meu peito em doce suavidade meu coração agradecido agita.
Quero dormir meu sono derradeiro no seu solo fecundo e hospitaleiro
que um dia me acolheu com seu calor,
e ser o dono de uma rua dela, para minha alma passeando nela,
declamar versos sobre o nosso amor.”

Assim, na data em que celebra 111 anos de história, Porto Velho também reafirma a força de seus símbolos, que guardam a identidade e a memória de gerações.

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