Conheça a paraense Andreza Pereira que fez travessia radical entre prédios em BH

Atleta paraense conquista as redes sociais com travessia radical de highline em Belo Horizonte.
Redação Amazônia Incrível
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Atleta de Highline paraense desafio a altura no centro de Belo Horizonte.

A atleta paraense Andreza Pereira, natural de Anapu, no sudoeste do Pará, conquistou as redes sociais neste fim de semana ao realizar uma travessia de highline no centro de Belo Horizonte, modalidade do slackline praticada em grandes alturas. O desafio consistiu em atravessar de um prédio a outro equilibrando-se em uma fita esticada, em uma performance que uniu técnica, coragem e estética.

A travessia, feita com uma saia de carimbó nas cores da bandeira do Pará, impressionou o público não apenas pela adrenalina, mas também pelo impacto visual da performance. Em entrevista ao SBT Pará, Andresa explicou a motivação por trás do feito e ressaltou a importância de levar a cultura paraense para além do estado. Treinada e experiente no slackline, a atleta demonstrou que disciplina e ousadia podem gerar imagens impactantes, capazes de inspirar e conectar pessoas.

“Eu tava participando de um projeto, uma virada cultural, aqui no centro de Belo Horizonte. E surgiu a ideia de fazer uma representação pro nosso norte, através da saída do Carimbó. Já que era uma virada cultural, tratando de cultura, não poderia deixar de representar o nosso norte”.

Em detalhes sobre a técnica utilizada, Andreza esclareceu que a corda onde se equilibra é, na verdade, uma fita, e que todo o processo é feito com equipamentos certificados, garantindo a segurança do esporte.

“Não é uma corda, é uma fita. Essa fita que a gente usa, essa aqui em específico, ela é uma fita de dinema. Ela é mais fina do que a fita tradicional, que a gente começa a praticar o slackline com uma fita de 50. Depois a gente passa com uma fita de 2,5, né? E lá em cima eu fico presa numa cadeirinha, tá ali por baixo da saia, né? Uma cadeirinha de segurança. Ela tem dois pontos, um ponto na perna e uma na cintura. Através desse ponto, eu amarro essa corda, chamada nicho. Nessa corda, tem esse anel que é onde passa a fita. A gente vai caminhando e essa fita vai percorrendo aqui. Que a única coisa que mostra ali no meu pé, por conta da saia, é a única parte que mostra, é isso aqui. Então, eu fico presa, eu tô segura. É um esporte bem tranquilo. Todos os equipamentos têm certificação, então a gente sabe o que tá fazendo”.

A travessia atingiu 229 metros, estabelecendo um recorde de atravessias sem quedas:

“A distância dos prédios foi 229 metros. Atualmente é o maior recorde de atravessias sem quedas. Eu fui de um lado ao outro do prédio sem cair. Foi muito difícil porque eu nunca tinha andado com uma saia. A saia é muito grande, a saia tem 8 metros. Então, o desafio maior foi a saia”.

“Apenas” 20 minutos.

Apesar da percepção de longa duração, a travessia durou cerca de 20 minutos:

“Eu acredito que foi menos de 20 minutos. Foi bem rápido. Como eu não caí, então foi uma treinada constante. Graças a Deus. Foi bem difícil pelo fato de que a gente está acostumado a praticar o esporte na montanha. Então, esse cenário urbano é algo bem diferente e desafiador pra gente”.

A presença do público contribuiu para o incentivo da atleta, mesmo a 70 metros de altura:

“Tinha muita gente, por ser um evento cultural. Então, tinha bastante gente. Mas, quando eu cheguei lá no final, que eu consegui atravessar, eu me emocionei muito porque, quando eu olhei pra baixo, tava simplesmente todo mundo me aplaudindo, gritando, mandando boas energias”.

Andreza revelou ainda que se mudou para Ribeirão das Neves, Minas Gerais, em busca de melhores condições para treinar e aperfeiçoar o freestyle no slackline:

“Atualmente, eu tô morando aqui em Ribeirão das Neves. Eu mudei pra cá justamente por causa do esporte. Aqui em Ribeirão das Neves tem o maior centro de treinamento de slackline no Brasil. Então, eu mudei pra cá pra buscar uma oportunidade de me aperfeiçoar em uma nova modalidade de esporte, que é o freestyle. Que aí já envolve saltos em cima da fita”.

A escolha da saia de carimbó se deu pelo contexto cultural do evento:

“Como se tratava de um evento cultural, eu pensei na nossa cultura que vem do Norte, o carimbó. Aí eu vi, uma amiga minha postou uma saia do carimbó e eu falei, nossa, que legal. Seria incrível se eu pudesse atravessar uma saia de carimbó. Eu mandei a ideia pra uma amiga minha, ela aceitou o desafio porque eu dei o prazo de dois dias pra ela pra fazer a saia e eu não sabia que seria a bandeira do Pará. Então, pra mim, foi uma surpresa muito grande. Porque, nossa, não teve, acho que nenhuma saia ia representar tanto o carimbó quanto essa, né?”

Para acompanhar mais sobre a trajetória de Andreza Pereira e suas próximas aventuras no highline, siga a atleta no Instagram.

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