Zoológico do CIGS reforça cuidados com a fauna após vídeo com urubus gerar debate

Equipe do Zoológico do CIGS esclarece a presença de urubus e reforça os cuidados com a fauna silvestre em Manaus.
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Localizado em uma extensa área verde na Zona Oeste de Manaus, o Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) é um dos espaços de preservação ambiental mais tradicionais da capital amazonense. Criado em 1967 e aberto ao público dois anos depois, o local mantém hoje 365 animais silvestres e recebe visitantes de todas as idades

Recentemente, o zoológico esteve no centro de discussões nas redes sociais após a circulação de um vídeo que mostrava urubus próximos ao recinto de um casal de antas. As imagens levantaram questionamentos sobre os cuidados com os animais, mas especialistas que atuam no local explicam que a situação faz parte de um processo natural do ambiente.

Segundo uma bióloga responsável pelo manejo da fauna no CIGS, a presença dos urubus está relacionada a fatores biológicos. “Eles são atraídos pelo odor das fezes e também pela proximidade de outros recintos, como o dos jacarés, que envolve alimentação”, explica. Ela ressalta ainda que os urubus se estabeleceram na área por encontrarem ali condições naturais, incluindo uma árvore específica usada como ninho

Por se tratarem de animais silvestres, não é permitido o abate. “O nosso trabalho é buscar o melhor equilíbrio possível entre os recintos e o bem-estar dos animais”, reforça a equipe técnica.

Atualmente, o zoológico abriga cinco antas, entre elas o casal Potira e Francisco. A espécie, considerada sensível, recebe atenção especial. “A anta é um animal que exige cuidados constantes. Fazemos um trabalho contínuo de conservação da espécie, sempre buscando adaptar os recintos da melhor forma”, destaca um dos responsáveis pelo espaço, ressaltando o apoio permanente do Exército Brasileiro na manutenção do zoológico

Grande parte dos animais que chegam ao CIGS é encaminhada por órgãos ambientais. Muitos apresentam ferimentos ou limitações que impedem o retorno à natureza. “Eles costumam chegar com déficit nutricional, problemas de locomoção ou visuais. Aqui, contamos com veterinários e biólogos que cuidam desses animais de forma permanente”, explica a equipe técnica.

Além das antas, os felinos da América estão entre os mais procurados pelos visitantes, especialmente a onça-pintada e a onça-preta. Para Fernanda, de nove anos, que já visitou o zoológico quatro vezes, o local vai além do lazer. “Eu gosto muito da onça-preta porque ela é bonita”, conta. Questionada sobre o que mais gosta no passeio, responde sem hesitar: “A natureza, a natureza pura”

Com quase seis décadas de história e mais de dois mil animais que já passaram por suas instalações, o Zoológico do CIGS segue como um espaço de educação ambiental, conservação da fauna e contato direto com a biodiversidade amazônica, reforçando seu papel diante dos debates recentes sobre preservação e bem-estar animal.

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