O turismo do Amazonas encerrou 2025 na liderança do crescimento do setor no Brasil, impulsionado pela expansão do fluxo internacional, pela recuperação da malha aérea e por uma política contínua de ordenamento e promoção do destino. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam alta de 12,4% no acumulado do ano, o melhor resultado do estado desde a pandemia e acima do patamar pré-2020.
O desempenho integra um balanço consolidado pela Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) e confirma a expansão acima da média nacional, com efeitos diretos sobre a economia e o desenvolvimento do interior.
Entre janeiro e outubro de 2025, o estado recebeu 379,6 mil turistas, crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período de 2024. A receita direta estimada alcançou R$ 755 milhões, reforçando o turismo como um dos pilares da economia amazonense.
Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, indicam que o setor turístico no Amazonas avançou 6,9%, o segundo maior crescimento do país, superando mercados consolidados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
Liderança mantida até novembro
Os números mais recentes confirmam o protagonismo do estado. Em novembro de 2025, o Amazonas voltou a registrar o maior crescimento do país no acumulado do ano, mantendo a alta de 12,4%. No recorte de janeiro a novembro, o avanço foi de 5% na comparação com o mesmo período de 2024.
O resultado foi puxado principalmente pelos segmentos de transporte aéreo de passageiros, hotelaria, bufês e serviços de reservas ligados à hospedagem. Na comparação com novembro do ano anterior, o volume de atividades cresceu 9,2%, desempenho inferior apenas ao do Pará, que sediou a COP-30. Frente a outubro, houve retração de 3,7%, considerada sazonal.
Avanço do turismo internacional e do setor aéreo
No cenário nacional, o turismo opera 13% acima do nível pré-pandemia e está a apenas 0,8% do recorde histórico registrado em dezembro de 2024. Em novembro de 2025, o volume de atividades turísticas no Brasil cresceu 2,1% na comparação anual, acumulando 18 meses consecutivos de resultados positivos.
No Amazonas, o turismo internacional foi um dos principais vetores de crescimento. Em 2025, a entrada de visitantes estrangeiros aumentou 40,5%, enquanto o fluxo doméstico avançou 8,2%. Esse movimento se refletiu diretamente no transporte aéreo.
Entre janeiro e novembro, o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, registrou 2,89 milhões de passageiros, alta de 9,8%, segundo a Vinci Airports. O fluxo internacional mais que dobrou, impulsionado pela ampliação da malha aérea, retomada de rotas internacionais e investimentos em infraestrutura, como a revitalização do Aeroporto de Barcelos.
Gestão pública, infraestrutura e eventos
Para o governador Wilson Lima, os números indicam uma mudança estrutural no posicionamento do Amazonas no turismo nacional, resultado de planejamento e investimentos contínuos que geram emprego e renda.
Na avaliação do presidente da Amazonastur, Marcel Alexandre, os indicadores confirmam a consolidação do turismo como política pública estratégica, construída de forma integrada com municípios e o trade do setor.
O crescimento também está associado a investimentos em infraestrutura urbana, ordenamento territorial e inclusão regional. Segundo o secretário da Sedurb e da UGPE, Marcellus Campêlo, a convergência dessas políticas amplia os impactos econômicos e sociais, especialmente no interior do estado.
Em 2025, a promoção do destino Amazonas foi intensificada com participação em feiras nacionais e internacionais, além de press trips e famtours com operadores e jornalistas da Europa, América do Norte e América Latina. No ambiente digital, a plataforma Amazonas To Go superou 132 mil acessos no primeiro semestre e reúne cerca de 1,2 mil prestadores cadastrados.
Eventos e segmentos estratégicos tiveram papel decisivo no desempenho. O 58º Festival Folclórico de Parintins recebeu aproximadamente 114,8 mil turistas e gerou R$ 215 milhões em receita direta. A pesca esportiva movimentou cerca de R$ 229 milhões, com destaque para Barcelos, enquanto a temporada de cruzeiros trouxe 18,2 mil turistas e impacto econômico estimado em R$ 25,7 milhões.