‘Pequenos da Floresta’ leva a memória de Parintins para o universo infantil

Projeto 'Pequenos da Floresta' leva a história e a cultura de Parintins para o público infantil, preservando memórias que correm o risco de desaparecer.
Redação Amazônia Incrível
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A história de um povo reside no que os mais velhos lembram, mas sua sobrevivência depende do que as crianças aprendem. Em Parintins, no coração da Amazônia, essa ponte entre gerações ganha vida através do projeto Pequenos da Floresta. Criada pela empresária Erika Baranda e sua filha, Maria Clara Baranda Clark, de apenas 6 anos, a iniciativa utiliza o lúdico para garantir que a alma da “Ilha da Magia” não se perca no tempo.

O projeto não é apenas uma série de ilustrações; é um resgate emocional que transforma relatos orais e vivências reais em um universo acessível, colorido e cheio de significado para o público infantil.

O simbolismo por trás da união entre Garantido e Caprichoso

‘Pequenos da Floresta’ leva a memória de Parintins para o universo infantil

Um dos pilares do Pequenos da Floresta é a superação da rivalidade histórica em prol da amizade e da criatividade. Os protagonistas, Aru e Aruá, representam o cotidiano parintinense de forma única: ele é torcedor do Boi Garantido e ela do Boi Caprichoso. Juntos, eles criam o Aruê, um boizinho imaginário que simboliza a união das cores e a pureza do brincar.

Como estudantes do tradicional Colégio Araújo Filho, os personagens percorrem cenários reais da cidade, ensinando às novas gerações sobre a fé em Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins, e a importância dos símbolos locais.

Histórias que não estão nos livros: a escuta sensível de Erika e Maria Clara

A essência do projeto reside na preservação de memórias que correm o risco de desaparecer. Erika Baranda destaca que o conteúdo é extraído de visitas a guardiões da história local, como a Dona Maria Lúcia, de 98 anos, que compartilhou as vivências da Casa dos Maranhão, e a devoção presente na capela do Seu Waldir Viana.

“Grande parte da história de Parintins está na memória dos idosos. Se não for contada agora, ela se perde. O Pequenos da Floresta nasceu para compartilhar essas lembranças com as crianças de forma leve”, explica Erika.

Além das figuras humanas, o universo se expande com personagens que dialogam com a realidade amazônica:

  • Seu José: O tricicleiro que conduz passeios guiados por memórias antigas.

  • Seu Raimundo: O pescador que apresenta a rica cultura das comunidades ribeirinhas.

  • Rabuntazinha e Tucumã: Um cachorro e um gato que trazem a pauta da adoção responsável para o mundo infantil.

Do papel para o digital: games, YouTube e Carnaval 2026

O que começou como tirinhas nas redes sociais está em plena expansão audiovisual e tecnológica. Com a identidade visual assinada por Jean Brandão, o projeto já conta com um canal no YouTube onde Maria Clara atua como roteirista, provando que o protagonismo infantil é a chave para a conexão com o novo público.

Próximos passos do projeto:

  1. Jogos Educativos: Uma parceria com o Pindorama Card Game levará a história de Parintins para tabuleiros e dinâmicas interativas.

  2. Novas Narrativas: Histórias sobre a antiga Fabril Juta (atual Cidade Garantido) e a Vila Amazônia já estão em desenvolvimento.

  3. Mascotes ao Vivo: No dia 16 de fevereiro de 2026, durante o Carnaval infantil do Kwati Clube, os mascotes oficiais ganharão vida em peças produzidas por artistas locais, movimentando a economia criativa da região.

O Pequenos da Floresta prova que, para projetar o futuro da Amazônia, é preciso primeiro ouvir com o coração o que o passado tem a dizer.

📍 Acompanhe essa jornada no Instagram: @pequenosdafloresta

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