O longa Manas, dirigido por Marianna Brennand, representa o Brasil na 40ª edição do Prêmio Goya, considerado o “Oscar espanhol”. A cerimônia acontece em 28 de fevereiro de 2026, em Barcelona. A produção concorre na categoria Melhor Filme Ibero-Americano, fortalecendo a visibilidade internacional do cinema brasileiro, sobretudo Amazônico, afinal o longa foi produzido e ambientado no Pará.
Um marco para o cinema nacional
A escolha de Manas pela Academia Brasileira de Cinema marca um momento histórico. O filme segue rumo ao Goya no lugar de O Agente Secreto, que agora mira o Oscar de Melhor Filme Internacional. Essa indicação coloca o Brasil entre os destaques da cinematografia latino-americana, mostrando histórias regionais com impacto global.
Concorrentes na categoria
Manas disputa com produções de outros países da América Latina:
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Belén (Argentina)
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La misteriosa mirada del flamenco (Chile)
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La piel del agua (Costa Rica)
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Un poeta (Colômbia)
Sobre a história de Manas
O filme acompanha Tielle, de 13 anos, que vive na Ilha do Marajó (PA). Ela enfrenta violência familiar e ambientes abusivos, e precisa lutar para proteger a si mesma e a irmã mais nova. Por mais que a trama seja ficcional, a narrativa é inspirada em casos reais de exploração infantil no entorno de balsas do Rio Tajapuru, tema que motivou a diretora a iniciar o projeto com pesquisas de campo e apoio da Ancine.
Elenco e representatividade
O elenco inclui:
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Jamilli Correa como Tielle
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Dira Paes
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Fátima Macedo
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Rômulo Braga
O filme contou ainda com atores e atrizes locais, reforçando a representatividade da Amazônia na produção.
Premiações internacionais
Antes do Goya, Manas já conquistou mais de 20 prêmios, incluindo:
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prêmio máximo da Jornada dos Autores no Festival de Veneza 2024
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Women in Motion, recebido por Marianna Brennand no Festival de Cannes 2025
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Prêmio Especial do Júri na Première Brasil do Festival do Rio 2024