A exposição “Amazônia a Olhos Vistos” está em cartaz no Bosque da Ciência, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus, e apresenta ao público um olhar plural sobre a floresta amazônica. Por meio da fotografia, a mostra reúne imagens produzidas por quem estuda, vive e protege a Amazônia, conectando ciência, cultura e preservação ambiental.
Cada registro revela realidades e perspectivas distintas, mas todas convergem para um mesmo propósito: estimular o debate sobre desmatamento, degradação ambiental e preservação da natureza. A proposta é provocar reflexão e ampliar a consciência coletiva sobre os desafios enfrentados pela maior floresta tropical do planeta.

A iniciativa é da Rede BioAmazônia, uma articulação inédita que reúne os principais institutos científicos da Pan-Amazônia. A rede vem sendo construída há cerca de dois anos e ganhou força a partir da preparação conjunta para a COP30, quando surgiu a ideia de transformar o conhecimento científico acumulado em uma exposição acessível ao grande público.
Criada originalmente para a COP30, em Belém, onde teve grande visitação, a mostra chega agora a Manaus como a primeira programação do Bosque da Ciência em 2026. A curadoria organizou a exposição em dois grandes eixos. O primeiro destaca as ameaças à biodiversidade, aos ecossistemas amazônicos, aos povos indígenas e às comunidades tradicionais. O segundo apresenta soluções baseadas na ciência, resultado de pesquisas desenvolvidas por oito institutos científicos que atuam na Amazônia há décadas.

Essas instituições somam mais de um século de produção científica na região, incluindo centros com longa trajetória, como o próprio Inpa, com 70 anos de atuação, e outros institutos mais jovens, mas igualmente relevantes. A união desse conhecimento reforça a importância da ciência como ferramenta fundamental para a conservação da Amazônia.
Instalada na Ilha da Tanimbuca, dentro do Bosque da Ciência, a exposição foi pensada para impactar o visitante e combater a chamada cegueira botânica, fenômeno que dificulta a percepção da importância das plantas, da biodiversidade e das relações entre natureza e sociedade. A experiência propõe um olhar mais atento sobre os rostos, culturas e paisagens que compõem a Amazônia viva.
A visitação é gratuita, de terça a domingo, das 9h às 16h30, com permanência permitida até as 17h. Para visitar, é necessário agendamento prévio online, disponível no site oficial ou no Instagram do Bosque da Ciência. A exposição deve permanecer em cartaz por um ano.