Porto Velho no Bolshoi: jovens bailarinos do Norte conquistam espaço na dança

Jovens bailarinos da região Norte se destacam e conquistam espaço na renomada Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.
Redação Amazônia Incrível
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A dança entrou cedo na vida de Caio Juliano, natural de Porto Velho (RO). Ainda jovem, ele percebeu que o palco seria seu lugar e, com talento e dedicação, conquistou uma vaga na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, uma das instituições mais respeitadas da formação de bailarinos profissionais.

Hoje, na reta final do curso, Caio celebra uma trajetória marcada por disciplina e escolhas difíceis. “Foi tudo muito espontâneo. No mesmo ano em que entrei na escola da Rita, eu fiz a seleção do Bolshoi e já passei. Em 2019, ingressei na escola com 12 anos e, no ano que vem, me formo, graças a Deus. São oito anos de curso”, conta o bailarino.

Mesmo ainda em formação, ele já faz questão de dividir o conhecimento adquirido. Sempre que está em Porto Velho, participa das atividades no Espaço Rita Nascimento, ajudando outros jovens que sonham com a dança profissional. “A todo momento eu estou ali com a galera, contribuindo com o aprendizado e também adquirindo muito conhecimento”, destaca.

O maior desejo agora é concluir o curso e ampliar horizontes. “Assim que eu me formar, pretendo gravar aulas para mandar para fora do país. Tenho interesse em lugares como Alemanha, Berlim, Inglaterra… acho muito legal. No mais, é esperar, me formar e ver o que vai acontecer nos anos seguintes”, projeta Caio.

Porto Velho no Bolshoi: jovens bailarinos do Norte conquistam espaço na dança

Outro nome que representa a força da dança na região Norte é Piovana, bailarina e professora no mesmo espaço cultural. Ela iniciou sua trajetória ainda criança e segue até hoje ligada à dança. “Minha história começou com seis anos de idade, na escola da Prefeitura de Porto Velho, com a professora Rita Nascimento. Estou com ela até hoje, aos meus 24 anos”, relembra.

Piovana aponta as dificuldades enfrentadas por artistas fora do eixo dos grandes centros. “A maior dificuldade do artista aqui na região Norte são as oportunidades, que são muito baixas. O sonho de qualquer bailarina é viver da dança, dançando, mas aqui a gente acaba tendo que correr mais para a parte de ministrar aulas”, explica.

Apesar dos desafios, novas possibilidades começam a surgir. Para o próximo ano, Piovana recebeu um convite importante. “Fui convidada para participar de uma audição no Rio de Janeiro, por uma professora bem renomada. Está sendo uma oportunidade incrível e espero muito conseguir alcançar novos ares”, afirma.

As histórias de Caio Juliano e Piovana evidenciam o talento existente na região Norte e reforçam a necessidade de maior valorização da dança e de seus artistas. Mais do que trajetórias individuais, eles representam jovens que transformam a arte em caminho, inspiração e possibilidade real de futuro.

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