Como parte das comemorações pelos 470 anos de Belém, o Festival Antropofagia Mapping (ANMA) abriu inscrições para sua edição de 2026, que acontece nos dias 9 e 10 de janeiro. Artistas visuais residentes na região Norte do Brasil têm até este domingo, 4 de janeiro para inscrever propostas de videomapping, que irão iluminar a fachada histórica do Museu do Estado do Pará (MEP), no Palácio Lauro Sodré.
Idealizado pelo VJ Lobo, o festival propõe um encontro entre tecnologia, cultura e ancestralidade, transformando a cidade em um território de narrativas visuais contemporâneas. Com o tema “Devorar para recriar”, a edição de 2026 convida os artistas a dialogarem com a diversidade cultural e ambiental da Amazônia, reinterpretando referências históricas e simbólicas para criar novas formas de expressão conectadas à memória, à natureza e ao futuro.
Segundo o diretor geral e criativo do projeto, o ANMA vai além do espetáculo visual. “O festival se propõe a devorar a ignorância e potencializar o fazer artístico profissional das pessoas, fortalecendo as histórias de um povo que resiste, cria e recria o seu dia a dia”, afirma VJ Lobo.
As inscrições são gratuitas e realizadas de forma on-line. A chamada é aberta a designers, videomakers, fotógrafos, grafiteiros, performers e outros profissionais das artes visuais, desde que sejam maiores de 18 anos e residentes na região Norte. Ao todo, serão selecionadas até 10 obras, que deverão dialogar de maneira crítica e sensível com a realidade amazônica.
Comprometido com a democratização do acesso à cultura, o regulamento do festival prevê que 50% das vagas sejam destinadas a mulheres, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, negros e indígenas, reforçando o caráter inclusivo do projeto.
Além da visibilidade de ter a obra projetada em um dos edifícios mais simbólicos de Belém durante o aniversário da cidade, o Festival Antropofagia Mapping também irá premiar quatro obras finalistas.
O projeto foi contemplado pelo Edital Rouanet Norte e conta com incentivo do Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco da Amazônia e Correios, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, consolidando o ANMA como um dos principais festivais de arte digital e videomapping da região amazônica.