Projeto “Circo para Todos” encerra circuito no Amazonas e alcança mais de 600 pessoas

Projeto artístico-cultural leva espetáculo e oficinas de circo a diferentes comunidades do interior do Amazonas.
Redação Amazônia Incrível
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Idealizado pela artista circense Teffy Rojas, o projeto, contemplado pela Lei Aldir Blanc, percorreu Manaus e três municípios do interior entre outubro e novembro.

Com apresentações e atividades formativas, o projeto “Circo para Todos” concluiu sua circulação pelo Amazonas superando as expectativas iniciais. Idealizada pela artista circense venezuelana Teffy Rojas, a iniciativa impactou mais de 600 pessoas ao levar o espetáculo “Memória de Ser” e a oficina “Laboratório Rojo para Pessoas com Deficiências”  para espaços e instituições de assistência a PCDs localizados tanto em São Gabriel da Cachoeira quanto em Manaus.

O circuito passou por três cidades do interior: São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Presidente Figueiredo. Morando há quase dez anos na capital amazonense, Teffy afirma que a oportunidade de apresentar uma obra sensível, que trata do processo de luto, no interior do Estado foi ao mesmo tempo desafiadora e motivadora.

“Passamos pela comunidade Baniwa Yamado, próxima a São Gabriel da Cachoeira, pela comunidade do Cartucho, em Santa Isabel do Rio Negro, e por Presidente Figueiredo. Essa missão reforçou meu desejo de seguir acreditando no impacto sociocultural das artes circenses como ferramenta de transformação e convivência social”, destacou a artista, que também é fundadora do coletivo Laboratório Rojo.

Contemplado pelo Edital de Chamamento Público n° 03/2024 – Fomento à execução de ações culturais de Circo, executado pelo Governo do Amazonas em parceria com o Ministério da Cultura, o espetáculo foi criado em 2023 com direção técnica de Marcelo Rodini, o “Mamute Malabarista”. Para a nova circulação, a montagem recebeu provocação corporal de Viviani Paldini e contou com equipe formada pela arte-educadora Ananda Guimarães (acessibilidade), Igor Falcão (produção), Cesar Nogueira (captação de imagens), Alonso Junior (fotografia) e Miguel Guevara (monitoria).

Além das apresentações, a oficina voltada a pessoas com deficiência funcionou como contrapartida, oferecendo uma metodologia lúdica baseada em exercícios de coordenação motora e consciência corporal. Segundo Teffy, a ação teve grande relevância artística e profissional para sua trajetória.

Como resultado da circulação, será produzido um documentário registrando a experiência de levar o espetáculo a comunidades distantes — iniciativa que remete ao trabalho realizado em 2016 pela atriz Selma Bustamante e pelo próprio Cesar Nogueira com a peça “Se essa Rua fosse minha”.

“Foi emocionante ver o encantamento das pessoas vivenciando o circo pela primeira vez. Essa troca cultural é algo que sempre busco como artista de rua e militante do circo social. Memória de Ser exige presença de corpo, mente e técnica, e apresentar essa dramaturgia mais densa pela primeira vez foi profundamente satisfatório. Essa aventura vai reverberar em mim por muito tempo”, concluiu a artista.

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