O senador Eduardo Braga (MDB-AM) ressaltou, nesta sexta-feira (28), a entrega da primeira etapa da reforma da Igreja de São Sebastião, um dos principais símbolos do Centro Histórico de Manaus. A intervenção, coordenada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), integra um pacote de investimentos voltados à preservação de templos centenários da capital amazonense. A cerimônia reuniu representantes da Superintendência do Iphan no Amazonas, da Arquidiocese de Manaus, parlamentares da bancada federal e equipes técnicas responsáveis pelos serviços.

Braga destacou que a revitalização reforça a importância do patrimônio arquitetônico e cultural da cidade, lembrando que os recursos para as obras foram destinados pela bancada federal. Nesta primeira etapa, foram realizadas ações estruturais e de conservação, como recuperação de revestimentos e esquadrias, vedação do piso, pintura interna e externa, reforma dos banheiros, construção de rampas e guarda-corpos, revitalização das redes elétrica e hidrossanitária e instalação parcial da climatização. O calçamento externo e os bancos também passaram por restauração. O investimento total superou R$ 2,2 milhões, incluindo medidas emergenciais após o deslocamento do forro registrado no início do ano.

O senador reforçou que a igreja integra um conjunto de três templos históricos beneficiados com recursos federais — ao lado da Matriz e da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios — somando R$ 8,49 milhões aplicados na preservação do patrimônio religioso da capital.
A segunda etapa da reforma está prevista para 2026 e contemplará a recuperação completa do forro, da cobertura e da torre sineira, com novos recursos articulados pela Arquidiocese de Manaus e pela bancada federal. Até a conclusão dessa fase, a igreja permanecerá fechada.
Erguida entre 1879 e 1888, a Igreja de São Sebastião é um dos marcos históricos mais representativos de Manaus. Suas ornamentações internas foram incorporadas ao longo das décadas, incluindo os altares de mármore Carrara instalados em 1904 e obras dos artistas Silvio Centofanti e Domenico De Angelis, que deixaram sua marca na identidade artística do templo.
Foto: Pablo Medeiros