Festival Raízes Livres leva capoeira à Zona Norte e destacando força, história e resistência

Evento gratuito reúne praticantes, mestres e admiradores da capoeira, celebrando a força, história e resistência dessa manifestação cultural afro-brasileira.
Redação Amazônia Incrível
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O toque do berimbau ecoou pela Zona Norte de Manaus neste fim de semana, anunciando ritmo, ginga e ancestralidade. Assim começou mais uma edição do Festival Raízes Livres, evento gratuito que reuniu praticantes, mestres e admiradores da capoeira no sábado e domingo.

O público acompanhou rodas, apresentações e momentos de celebração de uma cultura que atravessa gerações. Mas, por trás dos movimentos no chão e no ar, surgiram relatos de vida marcados pela superação — elemento intrínseco a essa manifestação afro-brasileira.

Robson Duarte, mestre de capoeira, lembra que a história da prática é inseparável da luta por liberdade.
“A capoeira nasceu de uma ânsia de liberdade, na época da escravidão. E hoje ela está em toda parte do mundo, não só no Brasil, como na Europa, África e Ásia. Estamos conquistando cada vez mais cada continente, cada país. O racismo também caiu muito. Hoje a capoeira já é mais aceita”, afirma.

Durante o festival, a roda se transformou em ponto de encontro entre mestres, alunos e visitantes. O espaço serviu para reforçar que a capoeira é luta, arte, expressão cultural e símbolo de resistência — aberta a todas as idades.
“Sempre colocamos quatro anos como início para as crianças. Agora, quando a pessoa é adulta, adulta não tem idade. Pode começar com 60, 50, 18, 20… depende da vontade”, acrescenta o mestre.

Reconhecida como a única arte marcial 100% brasileira, a capoeira reafirma no Raízes Livres o seu papel como patrimônio cultural e instrumento de transformação. Dentro da roda, cada movimento se torna aprendizado e cada gesto traduz a força de uma tradição que segue viva e pulsante.

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