A ação promoveu uma experiência musical imersiva, aproximando os alunos do fazer artístico e incentivando novas vocações por meio da música.
A quarta-feira (5/11) foi de emoção e aprendizado na Escola Estadual Tiradentes, no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus. A instituição recebeu a Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA) dentro do projeto Vivência Cultural, que levou um concerto para dentro do ambiente escolar e aproximou os alunos dos músicos profissionais do corpo artístico do Estado.
A iniciativa é promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, em parceria com a Secretaria de Educação e Desporto Escolar. O objetivo é oferecer aos estudantes uma experiência imersiva com os corpos artísticos do Estado, despertando o interesse pela arte e incentivando novas vocações na área da música.

Durante a apresentação, o maestro Marcelo de Jesus ressaltou a importância de desmistificar a música clássica e de levá-la a diferentes espaços. “É muito importante esse projeto para tirar aquele ranço de que música clássica é algo distante, de gente mais velha ou chata. A ideia é mostrar que a música é viva, feita hoje, e que todos podem se apropriar dela”, destacou o maestro, que conduziu o concerto de forma leve e interativa.
O gestor da escola, Rodrigo Silva, elogiou o engajamento dos alunos durante o evento. “Foi uma das poucas vezes em que colocamos tantos estudantes no auditório e eles ficaram atentos e participativos. É um momento de valorização da arte e da música, e queremos agradecer à Orquestra por essa vivência tão rica”, afirmou.
Entre os estudantes, o entusiasmo foi evidente. João Victor, que sonha seguir carreira na percussão, teve a oportunidade de reger a orquestra por alguns minutos. “Foi cativante. Já tinha visto vídeos deles na internet, mas ver pessoalmente é outra coisa. Já toquei na banda da escola, mas reger foi algo novo e muito legal”, contou.
Para o gerente da Central de Artes e Educação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Baldoino Leite, o projeto vai além da apreciação musical. “A proposta é permitir que os alunos conheçam o funcionamento dos corpos artísticos, entendam como é possível se profissionalizar e se inspirem nesse processo. É um momento de troca e aprendizado para quem está decidindo o futuro profissional”, explicou.
Com mais uma edição do Vivência Cultural, a arte reafirma seu papel transformador — capaz de unir gerações, inspirar talentos e mostrar que a música, mais do que som, é uma ponte entre conhecimento, emoção e sensibilidade.