Amazônia ganha protagonismo na ArtRio com exposição Um Norte em Nós

Mostra na ArtRio destaca a Amazônia e seu protagonismo na produção artística contemporânea.
Redação Amazônia Incrível
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A Amazônia ocupa o centro das atenções na 15ª edição da ArtRio com a exposição Um Norte em Nós

A 15ª edição da ArtRio, uma das maiores feiras de arte da América Latina, abre espaço para a Amazônia com a exposição Um Norte em Nós, que será realizada de 10 a 14 de setembro, no Espaço Vale, na Marina da Glória, Rio de Janeiro. A mostra reúne trabalhos de seis artistas paraenses e busca ampliar o debate. Sobretudo, a respeito de identidades, ancestralidade, mudanças climáticas e o protagonismo amazônida, em um momento em que Belém se prepara para sediar a COP30.

Amazônia ganha protagonismo na ArtRio com a exposição Um Norte em Nós

Vivência e cotidiano.

Promovida pelo Instituto Cultural Vale e pela Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, a exposição propõe um recorte da produção artística nortista, destacando a vivência, o cotidiano e as tradições da região. As obras convidam o público a refletir sobre pertencimento, memória e disputas territoriais. Contudo, reforçam a importância de que as narrativas sobre a Amazônia acabem conduzidas por seus próprios agentes culturais.

“Levar a exposição Um Norte em Nós para a ArtRio faz parte da estratégia de nacionalização dos investimentos culturais, promovendo o diálogo entre os eixos Norte-Nordeste e Sul-Sudeste e a integração das muitas culturas que formam o Brasil”, afirma Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale.

Com curadoria de Henrique Montagne e participação da artista plástica Barbara Savannah, a mostra reafirma a Amazônia como espaço de resistência, reinvenção e criação global. Para Gabriela Sobral Feitosa, coordenadora da Casa da Cultura, a presença no evento representa um marco. “Antes vista como território isolado, a região hoje revela artistas que materializam narrativas plurais. Conectadas com o mundo e capazes de traduzir a reinvenção e a resistência amazônica”. Conforme contou.

Além de exibir novos nomes da arte nortista, a itinerância da mostra reforça a integração cultural entre diferentes regiões do país. Na ArtRio, o público encontrará mais de 80 galerias distribuídas nos pavilhões Terra e Mar. Como por exemplo, programação paralela de cinema, dança, teatro e design.

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