Ciranda Tradicional une tecnologia e arte para denunciar impactos das mudanças climáticas

Ciranda Tradicional usa tecnologia e arte para denunciar impactos das mudanças climáticas em festival de Manacapuru.
Redação Amazônia Incrível
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A Ciranda Tradicional foi a segunda a se apresentar no 27º Festival de Cirandas de Manacapuru (68 km de Manaus), neste sábado (30/08), com o tema “Sapucai’Ay: O Grito que Vem das Águas”, no Parque do Ingá, o Cirandódromo.

Com alegorias grandiosas, cores vibrantes e recursos tecnológicos como hologramas, o espetáculo fez uma forte denúncia às ameaças impostas pelas mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que exaltou a resistência e a força dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos.

Ciranda Tradicional une tecnologia e arte para denunciar impactos das mudanças climáticas

Logo na entrada, a apresentação emocionou o público que lotou o Cirandódromo, ao trazer a representação de uma criança indígena clamando pela preservação das águas. O cordão de abertura, caracterizado como seres aquáticos e encantados, trouxe ainda um balé aéreo inspirado na vida subaquática, arrancando aplausos da torcida.

Entre bandeiras da Torcida Organizada Tradicional, o cordão principal surgiu no meio da arquibancada e foi conduzido pelos torcedores até a arena, ampliando a energia do espetáculo. A apresentação também contou com efeitos pirotécnicos, alegorias imponentes e fogos frios, além de referências às religiões católica e de matriz africana — com destaque para a representação de Oxum, orixá das águas doces.

Ciranda Tradicional une tecnologia e arte para denunciar impactos das mudanças climáticas

Segundo o presidente da agremiação, Magal Pinheiro, o espetáculo foi planejado desde setembro do ano passado.

“Foi uma noite encantadora, de um sonho realizado. O tema foi escolhido com muito carinho, e estamos muito felizes com o resultado. Foi uma noite mágica da Ciranda Tradicional”, destacou.

Estreando como personagem da Ciranda Tradicional, Gabriella Oliveira comemorou o desafio de interpretar a Constância da agremiação, após três anos no cordão principal:

“Não sei como expressar essa sensação. Foi um flashback desde os ensaios até a arena. Viver isso foi muito gratificante.”

Também estreando no festival, a bailarina Beatriz Negreiros, do cordão cênico, destacou o esforço coletivo:

“Foi uma pequena participação, mas muito significativa para todos nós. Foi a primeira vez no festival, o coração foi a mil e já saí com a sensação de campeã.”

Encerramento do Festival

O 27º Festival de Cirandas de Manacapuru chega ao fim neste domingo (31/08). A Ciranda Flor Matizada encerra a programação a partir das 21h, seguida pelos shows de Delírios do Samba e Mikael e Banda.

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