Produção relembra crime misteriosos de Ária Ramos e revive a memória de Manaus na Belle Époque
O filme amazonense “Ária – Fazendo a Vida Viver” acaba de conquistar reconhecimento internacional, recebendo os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Filme de Drama no Cine Vista Oasis Films Awards, na Indonésia, e ainda chegou às finais de um festival na Índia.
A trama retrata a história real de Ària Ramos, jovem violinista de 18 anos que se tornou símbolo da vanguarda cultural do Amazonas no início do século XX. Em 1915, Ária foi eleita Rainha do Corso Paladinos da Galhofa, durante o carnaval da época.

No entanto, seu destino foi trágico: durante um baile no Ideal Clube, Ária foi assassinada enquanto executava a canção “Subindo ao Céu” em seu violino. Ela foi levada às pressas para a Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu.

O crime ganhou repercussão nacional e, na época, a imprensa tentou romantizar o episódio, chamando-o de “O Tiro do Amor”. Os culpados escaparam da justiça formal, mas enfrentaram a condenação da opinião pública. Lendas cercam sua morte: há relatos de um namorado ciumento fantasiado de caçador, de dois pretendentes rivais, e até de um disparo acidental envolvendo um ex-noivo.
O elenco é liderado por Bruna Pollari, no papel de Ária, e conta ainda com Gabriel Mota, Rosana Neves, Jocê Mendes, Leonardo Novelino, Michel Guerrero, Vanessa Pimentel, Adriana Mendes, Márcia Vinagre, Valderes Souza e Agrippa Luz.
A produção resgata a Belle Époque manauara, período em que Manaus se destacava como uma capital moderna e próspera, impulsionada pelo auge do ciclo da borracha.

Hoje, a memória de Ária Ramos segue viva entre os amazonenses. Seu túmulo, localizado na quadra 5 do Cemitério São João Batista, é um dos mais visitados, com uma escultura que a retrata envolta ao seu violino, preservando sua história para novas gerações. Veja o trailer: