Equipes de cientistas de seis países participam da etapa final de competição para mapear a Biodiversidade da Amazônia

Competição internacional reúne equipes de seis países para desenvolver tecnologias inovadoras de mapeamento da biodiversidade da Amazônia em busca de soluções sustentáveis.
Redação Amazônia Incrível
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Em julho, seis equipes de cientistas do Brasil, Espanha, Estados Unidos e Suíça entrarão na fase final da competição internacional XPRIZE Rainforest | Florestas Tropicais, financiada pelo Alana. Durante cinco anos, 300 equipes de 70 países desenvolveram tecnologias para mapear rapidamente a biodiversidade das florestas tropicais, essenciais para a manutenção do clima global. As tecnologias incluem drones com sensores bioacústicos, robótica terrestre e inteligência artificial, com a meta de pesquisar 100 hectares de floresta amazônica em 24 horas e relatar dados em até 48 horas.

A competição busca evitar que a Amazônia alcance o “ponto de não retorno”, contribuindo para uma bioeconomia sustentável e justa. Pedro Hartung, CEO da Alana Foundation, enfatiza que essas inovações permitirão melhor entender e proteger a biodiversidade das florestas tropicais, fundamentais para as futuras gerações. As equipes precisam demonstrar a escalabilidade e eficiência de suas soluções em um ambiente de floresta tropical densa.

A fase final ocorrerá na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, no Amazonas, graças a uma parceria entre o MDIC e a XPRIZE Foundation. Rodrigo Rollemberg, secretário de Economia Verde do MDIC, destacou as potencialidades do Brasil para liderar a bioeconomia global.

Entre as equipes finalistas, destacam-se o Brazilian Team, que usa drones para coletar amostras de DNA ambiental, e a ETH BiodivX da Suíça, que utiliza drones para análise digital e física combinada com inteligência artificial e ciência cidadã. Outras equipes dos EUA e Espanha empregam tecnologias avançadas para capturar e analisar dados de biodiversidade.

O XPRIZE Rainforest visa acelerar o monitoramento da biodiversidade, apoiar bioeconomias sustentáveis e empoderar comunidades locais, reforçando ações de conservação das florestas tropicais globalmente.

Carregar Comentários