Durante a programação paralela da COP30, Belém recebe o Espaço Chico Mendes e Fundação Banco do Brasil, iniciativa que funcionará de 7 a 21 de novembro, das 9h às 18h, no Museu Paraense Emílio Goeldi (Campus de Pesquisa, Av. Perimetral, 1901 – Terra Firme). O espaço é uma realização conjunta do Comitê Chico Mendes, do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e da Fundação Banco do Brasil, e tem como objetivo dar voz e protagonismo aos povos extrativistas e comunidades tradicionais dos diferentes biomas brasileiros.
Com entrada gratuita, o espaço abrigará uma programação diversa, que inclui as exposições “Chico Mendes, Herói do Brasil” e “Memoráveis Margaridas”, além de rodas de diálogo, apresentações culturais e uma feira de produtos da sociobiodiversidade. A agenda prevê também lançamentos institucionais, como o Plano Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT), e encontros que envolvem mulheres extrativistas, juventudes das águas e das florestas, e representantes de movimentos de atingidos por barragens.

Em nota, o CNS ressaltou o papel histórico das populações tradicionais na luta por justiça climática:
“Levamos conosco séculos de resistência e a certeza de que não existe transição climática sem justiça social e sem o protagonismo de quem vive no território.”
A escolha do Museu Goeldi como sede reforça o diálogo entre ciência, cultura e preservação da Amazônia. Segundo o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), o espaço será um dos principais pontos de encontro durante a conferência, recebendo mais de 200 eventos ao longo da COP30, entre eles a “Casa de Chico Mendes”, símbolo do legado do ambientalista acreano e da luta pelos povos da floresta.